Os advogados afirmam ter laudos que comprovam que os envolvidos foram torturados em depoimento
Na última segunda-feira, 6, a defesa dos condenados pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, Paraná, em 1992, protocolaram um pedido de revisão criminal das condenações.
A defesa de Beatriz Abagge, Davi dos Santos Soares e Osvaldo Marcineiro alega a presença de um laudo que comprova que seus clientes foram vítimas de tortura para confessarem a autoria do crime, durante a investigação do caso.
Sabe-se que Abagge foi condenada a 21 anos de prisão; já Marcineiro foi condenado a 20; e a sentença de Davi foi de 18 anos de pena. As informações foram publicadas nesta terça-feira, 7, pelo portal de notícias g1.
Os advogados pedem para que os três sejam absolvidos e que os processos sejam anulados. Além disso, ainda entraram com um recurso para que os clientes recebam indenização.
De acordo com a reportagem, os pedidos serão avaliados pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que pode acatar ou negar o recurso da defesa.
Em 1992, o desaparecimento e morte de Evandro Ramos Caetano, de sete anos de idade, em Guaratuba, Paraná, chocou o Brasil. Na época, o garoto havia sumido no trajeto da escola para casa.
Dias depois, seu corpo foi encontrado em um matagal. O garoto teve alguns órgãos retirados e as mãos e pés cortados. A polícia acreditou que a morte do menino tinha sido parte de um ritual macabro, em um crime que também ficou conhecido como “As Bruxas de Guaratuba”.
Marcineiro e outras cinco pessoas chegaram a confessar participação no crime, entretanto, posteriormente alegaram que haviam sido torturados para confessarem o crime.