Local foi palco da "pior cena do crime" já vista pelos policiais de Idaho, em que as vítimas foram esfaqueadas e sangraram até a morte
Uma residência estudantil que foi palco de uma sangrenta tragédia em novembro de 2022 no estado norte-americano de Idaho, nos EUA, começou a ser demolida na última quinta-feira, 28.
Na casa, quatro jovens em idade universitária, Madison Mogen, Kaylee Goncalves, Xana Kernodle e Ethan Chapin, foram brutalmente esfaqueados e deixados para sangrar até a morte durante uma madrugada há mais de um ano.
Os oficiais de polícia que foram chamados ao local descreveram o que viram como "a pior cena do crime" já vista por eles. "Tinha sangue por toda parte. Nós temos investigadores que estiveram na profissão por 20, até 30 anos, e eles dizem que nunca viram nada como isso", relatou na época um dos investigadores, que permaneceu anônimo, em uma entrevista ao Daily Mail.
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Após o crime, o proprietário da casa decidiu doar o imóvel à Universidade de Idaho, onde as vítimas estudavam. Com sua demolição, as autoridades da região pretendem tentar curar a comunidade da memória traumática.
Este é um passo de cura e remove a estrutura física onde foi cometido o crime que abalou a nossa comunidade (...) A demolição também elimina os esforços para tornar ainda mais sensacionalista a cena do crime. Estamos avaliando opções onde os estudantes podem se envolver no desenvolvimento futuro da propriedade", relatou a instituição de ensino no comunicado em que anunciou a decisão.
Bryan Kohberger, de 28 anos, que cursava criminologia em outra universidade e é acusado pelos homicídios, ainda está aguardando julgamento, onde possivelmente receberá a pena capital. Conforme repercutiu a CBS News, o estadunidense está previsto para ser julgado no verão de 2024, que no hemisfério norte se dá entre junho e setembro.