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Coronavírus / Brasil

Em Belo Horizonte, prostitutas exigem prioridade na vacinação

Com hotéis da zona boêmia do município fechados desde março, as mulheres paralisaram suas atividades em forma de protesto

Pamela Malva Publicado em 04/04/2021, às 12h00

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Imagem meramente ilustrativa de rua boêmia - Divulgação/Pixabay
Imagem meramente ilustrativa de rua boêmia - Divulgação/Pixabay

Em março deste ano, diversos hotéis da zona boêmia de Belo Horizonte foram fechados devido à pandemia do Coronavírus. Agora, cerca de 2 mil prostitutas interromperam suas atividades no município, exigindo que sejam incluídas no grupo de prioridade do plano de vacinação contra a Covid-19, segundo o G1.

Acontece que, logo que os hotéis foram fechados e os clientes foram afastados pela crise sanitária, as mulheres tiveram de se arriscar em zonas mais perigosas de Belo Horizonte. É por isso que, de acordo com a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, elas precisam ser vacinadas com urgência.

"Nossa profissão é de risco. Muitas estão afastadas com medo”, narrou a representante das trabalhadoras, ao G1. “Muitas de nós estão sem ajuda e nenhum benefício. A sociedade hipócrita precisa dos nossos serviços, mas nos repele. Muito preconceito e estigma. O que aumentou com a pandemia.”

No total, após as medidas que entraram em vigor no dia 17 de março, mais de três mil mulheres cis e trans ficaram sem oferta de trabalho. Ainda que muitas tenham recebido o auxílio emergencial no ano passado, o valor disponível este ano foi reduzido pela metade. “Muitos filhos de trabalhadoras sexuais estão necessitando de leite, fraldas, cestas básicas e itens de higiene. Muito triste”, finalizou Cida.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra mais de 12,9 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 328.336 no país.

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 130.949.998 de pessoas ao redor do mundo, totalizando cerca de 2.852.987 de mortes.