Suspeito realizava cerimônia em túmulo de familiar quando fogo se alastrou, destruindo milhares de casas e monumentos históricos
Gabriel Marin de Oliveira, sob supervisão de Publicado em 31/03/2025, às 18h40
Um homem de 56 anos está sob investigação na Coreia do Sul, suspeito de ter iniciado o incêndio florestal que resultou na morte de 30 pessoas e destruição de casas e monumentos históricos. O incidente ocorreu durante um ritual ancestral realizado em um túmulo de um familiar, no condado de Uiseong, em 22 de março.
Segundo a polícia, a filha do suspeito relatou que o fogo começou após seu pai tentar queimar galhos de árvores próximos ao túmulo, uma tradição comum na Coreia do Sul, especialmente durante a primavera e o outono. O homem nega as acusações e será interrogado após a conclusão das investigações.
O incêndio, considerado um dos piores da história do país, devastou cerca de 48 mil hectares, destruindo aproximadamente quatro mil imóveis. O primeiro-ministro interino, Han Duck-soo, lamentou a tragédia e destacou a gravidade da situação.
Cerca de 10 mil bombeiros, policiais e funcionários públicos, além de 7.500 militares do exército, foram mobilizados para combater as chamas. A operação contou com o apoio de 420 helicópteros, incluindo quatro das Forças dos EUA na Coreia.
Segundo o UOL, entre as vítimas fatais, está um piloto de helicóptero dos bombeiros que caiu durante o combate ao fogo. A maioria das vítimas tinha entre 60 e 70 anos.
O incêndio também causou danos irreparáveis ao patrimônio histórico e cultural da região. A vila histórica de Hahoe foi evacuada e o templo de Goun, construído no ano 681, foi destruído pelas chamas.
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