Imagens exibidas pela BBC mostraram um dos navios em chamas, com densas nuvens de fumaça preta ascendendo sob um céu nublado
Um petroleiro transportando combustível de aviação pegou fogo e sofreu vazamentos no Mar do Norte, ao nordeste da Inglaterra, após colidir com um navio de carga nesta segunda-feira, 10.
O acidente deixou mais de 30 tripulantes feridos, que precisaram ser hospitalizados. A agência da guarda costeira mobilizou um helicóptero, aeronaves de asa fixa, botes salva-vidas e embarcações próximas equipadas para combate a incêndios para prestar auxílio.
Trinta e duas vítimas foram levadas para terra, onde ambulâncias aguardavam para transportá-las ao hospital em Grimsby, segundo fala do presidente-executivo do Porto de Grimsby do Leste repercutida pela CNN.
A gravidade dos ferimentos ainda não foi esclarecida. Os navios envolvidos são o petroleiro Stena Immaculate, com bandeira dos EUA e 49.729 toneladas de porte bruto, e o navio porta-contêineres Solong, com bandeira portuguesa e 9.322 dwt. O Stena Immaculate faz parte de um programa do governo americano para fornecer combustível às forças armadas em situações emergenciais.
Imagens exibidas pela BBC mostraram um dos naviosem chamas, com densas nuvens de fumaça preta ascendendo sob um céu nublado.
De acordo com dados de rastreamento AIS às 10h34 GMT, os navios estavam lado a lado na costa. A Stena informou que seu petroleiro era operado pelo grupo de logística americano Crowley. A empresa afirmou que o Stena Immaculate, transportando combustível Jet-A1, foi atingido pelo Solong enquanto estava ancorado próximo a Hull, na costa do Mar do Norte.
A colisão provocou a ruptura de um tanque de carga do Stena Immaculate, resultando em incêndio e vazamento de combustível. Após várias explosões a bordo, a tripulação abandonou o navio, e todos os marinheiros foram resgatados em segurança.
Um especialista em seguros destacou à CNN que, por se tratar de um petroleiro de produtos, o risco de poluição é menor do que seria com um navio de petróleo bruto. A gravidade do impacto ambiental dependerá da quantidade de combustível liberada, do número de tanques danificados e da intensidade do incêndio.
O Greenpeace afirmou, em nota, ser cedo para avaliar a extensão do dano ambiental, ressaltando que fatores como o tipo e a quantidade de óleo transportado, as condições marítimas e climáticas serão determinantes na propagação de qualquer vazamento.
O acidente ocorreu em uma hidrovia movimentada, com tráfego intenso entre portos da costa nordeste britânica, Holanda e Alemanha. Segundo declaração da Royal National Lifeboat Institution (RNLI), houve relatos de que pessoas abandonaram os navios devido à colisão, e incêndios foram registrados em ambas as embarcações.
A seguradora norueguesa Skuld confirmou à imprensa internacional que cobre o Solong para proteção e indenização (P&I), segmento de seguro voltado a danos ambientais e ferimentos ou fatalidades da tripulação.
A Organização Marítima Internacional, ligada à ONU, declarou acompanhar a situação.