Bashar al-Assad é hospitalizado após envenenamento, em Moscou, na Rússia
Exilado na Rússia desde a queda de seu regime, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi hospitalizado após envenenamento; mas já se encontra estável

O ex-ditador da Síria, Bashar al-Assad, esteve internado em um hospital de Moscou, em estado crítico, desde o dia 20 de setembro. A informação foi divulgada pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que alega que o ex-ditador teria sido alvo de um envenenamento.
Conforme o comunicado emitido em 2 de outubro pela OSDH, Assad foi encaminhado para uma unidade de terapia intensiva em um estabelecimento hospitalar próximo à capital russa. Relatos indicam que seu estado de saúde exigiu cuidados médicos intensivos, e apenas membros da família e alguns oficiais próximos tiveram permissão para visitá-lo durante a internação.
A ONG detalhou que o irmão de Assad, Maher al-Assad, e o ex-secretário presidencial Mansour Azzam foram os únicos autorizados a entrar no hospital. O local é descrito como “extremamente reservado”, com acesso restrito a autoridades do governo e forças armadas russas.
Após nove dias sob cuidados médicos, o ex-ditador já recebeu alta, e atualmente seu estado de saúde é considerado estável, embora continue sob observação médica. As circunstâncias do envenenamento teriam ocorrido no complexo residencial onde Assad reside em exílio, um espaço que conta com forte proteção das forças de segurança russas, cuja vigilância foi intensificada após o incidente, repercute a Folha de S. Paulo.
De acordo com a OSDH, o ataque foi supostamente arquitetado por um ex-oficial síria e pode ter sido uma tentativa de desacreditar o Kremlin. Até o momento, tanto as autoridades quanto a mídia russa não se pronunciaram sobre os acontecimentos relacionados ao ex-ditador.
Outros episódios
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que Bashar al-Assad enfrenta alegações de tentativas de envenenamento. Em janeiro passado, um tabloide britânico noticiou uma possível “tentativa de assassinato” que teria causado dificuldades respiratórias ao ex-líder, embora essas informações não tenham sido confirmadas oficialmente.
Desde sua fuga para a Rússia em dezembro de 2024, após a queda de seu regime devido a ofensivas de grupos islâmicos e da oposição na Síria, Assad tem estado sob proteção das forças russas, que, segundo a OSDH, estariam “incapazes de garantir sua segurança”.