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Príncipe William admite tabu em assunto com a filha

Herdeiro real britânico, William reconheceu estigma global sobre a menstruação e revelou como pretende orientar a Princesa Charlotte

William filha
Príncipe William falando com sua filha princesa Charlotte - James Gill/Danehouse/Getty Images

No Festival SXSW em Londres, o Príncipe William, herdeiro do trono britânico e atual Príncipe de Gales, foi o centro das atenções ao abordar um tema raramente discutido pela realeza: a saúde menstrual. 

Durante o evento, realizado nesta quarta-feira (3) William admitiu abertamente que precisará do auxílio direto de sua esposa, Catherine Middleton (a Princesa de Gales), para futuras conversas sobre o ciclo biológico com a única filha do casal, a Princesa Charlotte, de 11 anos.

O questionamento partiu de Vivi Lin, fundadora da organização “With Red”, que atua no combate ao preconceito menstrual. Segundo relatos da ativista à revista People, ela perguntou diretamente se o príncipe estava pronto para falar sobre o assunto com a filha. 

William, com sinceridade, confessou não estar familiarizado com o tópico, mas garantiu que contará com Kate Middleton para essa orientação essencial.

Para Vivi Lin, a resposta do herdeiro real

será muito importante para muitos pais com filhas, porque muitas pessoas estão com dificuldades e não sabem como conversar sobre menstruação. 

A ativista destacou que a educação precoce é fundamental para o empoderamento feminino. William também defendeu a necessidade de restaurar conexões humanas e o diálogo presencial, além de apoiar clubes esportivos britânicos que adaptam treinos aos ciclos das atletas.

A iniciativa de William

A abertura de William ocorre em um momento de debate sobre como o tabu menstrual impacta a educação no Reino Unido. Conforme informações do portal HuffPost UK, o estigma gera consequências severas: cerca de 48% das jovens britânicas sentem vergonha de seus períodos. 

Esse silêncio reduz o aprendizado a lições superficiais, resultando em desinformação: uma em cada sete meninas não entende as mudanças em seu corpo ao começar a menstruar.

Além do peso emocional, a falta de acesso a produtos e políticas escolares rígidas, como o trancamento de banheiros, forçam muitas estudantes ao absenteísmo. O governo britânico tem tentado reverter esse quadro com campanhas para erradicar a pobreza menstrual até 2030, reforçando que o empoderamento começa quando as jovens podem focar na educação sem o fardo do estigma social.


*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes