Estudo diz que animais marinhos usaram conchas pela 1° vez há 470 milhões de anos
Estudiosos dizem que registro mais antigo de animais marinhos usando conchas pela 1° vez foi há 470 milhões de anos como um fenômeno global

No meio do mês de julho, dia 15, um estudo internacional, liderado por pesquisadores da Universidade de Tartu, destacou que a primeira vez que animais marinhos usaram conchas foi há 470 milhões de anos. A mudança transformou a biologia do fundo dos oceanos e tornou conchas vazias de moluscos ecossistemas complexos.
Para determinarem tal data os pesquisadores procuraram por conchas vazias desde o período Cambriano, há mais de 500 milhões de anos. Assim, os pesquisadores Olev Vinn, Oive Tinn, Liisa Lang e Mare Isakar, da Universidade de Tartu, encontraram os primeiros vestígios em conchas do Ordoviciano Médio, há cerca de 460 milhões de anos atrás.
Embora fósseis dos principais acervos do planeta tenham sido analisados, e somente os resquícios do báltico tenham apresentado essa característica nesse momento, pesquisadores advertem que pode ter sido um comportamento global.
Os animais marinhos que usaram as conchas
Primeiramente vale destacar que antes surgiram esses animais marinhos para só depois eles começarem a usar as conchas como abrigo. De acordo com o artigo publicado na revista Scientific Reports, no período inicial, esses animais preferiam as conchas grandes e espaçosas dos cefalópodes ou nautilóides. Pois nelas encontravam melhor ambiente para sobreviver.
Conforme os pesquisadores, a defesa do ambiente, a entrada de água, levando oxigenação, alimento e retirando dejetos; e a criação de um ecossistema fez com que a atividade se espalhasse rapidamente por todo o mundo. Um sucesso evolutivo.
Assim, conchas maiores abarcavam maior variedade de vida e proporcionava um ambiente mais propício para a vida deles. No entanto, os pequenos e mais finos fósseis também criaram possibilidades em menor proporção.
Conforme a revista Phys, a ocupação dos fósseis pode se dar pelo aumento da pressão de predação, a rápida diversificação dos organismos sésseis e o alargamento de conchas dos moluscos pelo período.
Contudo, o fóssil encontrado do final do Ordoviciano que provém do Báltico não necessariamente indica que o comportamento começou lá. Na verdade pode ser uma falsa percepção pois a região foi exaustivamente estudada nos últimos séculos. Inclusive, no fim do período já havia comunidades semelhantes na Laurentia, na américa do norte, no sul da China e na região de Gondwana. Ou seja, o processo ocorreu no Báltico, só não sabemos se somente nele e se ele foi o primeiro.