Em 17 de outubro de 1933, o grande cientista judeu fugia de sua pátria para nunca mais voltar
No ano de 1933, enquanto Einstein visitava os Estados Unidos, Adolf Hitler chegou ao poder. Desde fevereiro daquele ano, a presença dos nazistas no governo alemão já estava consolidada – tornando a presença de judeus em Berlim algo muito perigoso, fossem eles pobres ou ilustres intelectuais.
Viagens ao exterior
No início daquele ano, o cientista realizara sua terceira visita como professor convidado aos EUA, dessa vez no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. Acompanhado de sua esposa Elsa, desde 1921 ele já passara por Londres, Palestina, Cingapura, Ceilão e Japão, dando palestras e visitando universidades locais. Tais imagens conferiam a Einstein uma fama cada vez maior, como físico, ativista internacional e, inclusive, pacificador.
Em março de 1933, quando voltavam à Europa de navio, ele e sua esposa receberam a notícia de que o Reichstag alemão aprovara a Lei de Habilitação, transformando o governo de Hitler em uma ditadura legal. Mais tarde, ele ficou sabendo que sua casa em Berlim tinha sido invadida pelos nazistas, se transformando em um acampamento da juventude de Hitler.
Nos Estados Unidos
Sem um lar permanente e sem saber onde trabalhar, ele residiu na Bélgica e na Inglaterra por curtos períodos. Em 17 de outubro de 1933, ambos retornaram aos EUA e ele assumiu posição no Instituto de Estudos Avançados em Princeton, em Nova Jersey. Consolidando sua cidadania norte-americana em 1940, Einstein seria afiliado ao Instituto até sua morte, em 1955. Nos mais de 20 anos vivendo nos EUA, o físico contribuiu de diversas formas para o país.
Nas vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele enviou uma carta alertando o presidente Franklin D Roosevelt sobre a possível construção de uma arma atômica pela Alemanha Nazista. Esse seria o tema de uma carta enviada ao seu velho amigo, Linus Pauling, um ano antes do cientista falecer: “eu cometi um grande erro em minha vida, quando assinei a carta ao President Roosevelt recomendando que bombas atômicas fossem feitas. Mas havia uma justificativa – o perigo de que os alemães pudessem fabricá-las”.
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