Sumiço de Amelia Earhart: Nova descoberta reacende mistério
Pesquisadores acreditam que um objeto submerso em uma ilha remota do Pacífico pode ser parte da aeronave de Amelia Earhart

Quase nove décadas após o desaparecimento de Amelia Earhart, uma das figuras mais emblemáticas da história da aviação, uma nova expedição pretende investigar o que pode ser a pista mais promissora dos últimos anos sobre o paradeiro de sua aeronave. Pesquisadores ligados à Universidade Purdue e ao Archaeological Legacy Institute (ALI) planejam viajar até a remota ilha de Nikumaroro, no Oceano Pacífico, para examinar uma anomalia identificada no fundo de uma lagoa e que, segundo os organizadores, pode estar relacionada ao lendário Lockheed Electra 10E pilotado por Earhart em sua última viagem.
Desaparecimento de Amelia Earhart
A aviadora desapareceu em 2 de julho de 1937 durante a tentativa de se tornar a primeira mulher a completar uma volta ao mundo de avião. Ao lado do navegador Fred Noonan, Earhart seguia em direção à pequena Ilha Howland, no Pacífico central, quando perdeu contato com as equipes de apoio. Desde então, inúmeras teorias surgiram para explicar o desaparecimento, mas nenhuma conseguiu apresentar provas definitivas.
O foco da nova investigação é o chamado “Objeto Taraia”, uma estrutura detectada em imagens e levantamentos realizados na lagoa de Nikumaroro. A hipótese defendida pelos pesquisadores é que Earhart e Noonan não tenham caído diretamente no oceano, mas conseguido pousar de emergência na ilha, onde teriam ficado isolados. O objeto foi identificado em 2020 e, segundo os responsáveis pela expedição, permanece no mesmo local desde pelo menos o final da década de 1930.
A teoria é sustentada por uma série de elementos reunidos ao longo dos anos. Entre eles estão registros de transmissões de rádio captadas após o desaparecimento, análises de ossadas encontradas na ilha durante o século XX, além de objetos pessoais datados da década de 1930, como fragmentos de sapatos femininos, um estojo de maquiagem e recipientes de cosméticos. Também existe uma fotografia tirada poucos meses após o desaparecimento que mostra uma forma incomum próxima a um recife, interpretada por alguns pesquisadores como parte do trem de pouso da aeronave.
Apesar do entusiasmo, a hipótese continua gerando controvérsia entre especialistas. Alguns pesquisadores veteranos apontam que décadas de buscas anteriores em Nikumaroro não produziram evidências conclusivas de que a aeronave esteve na ilha. Críticos argumentam que muitas das supostas pistas são circunstanciais e podem ter outras explicações.