Voz de Amelia Earhart é revelada em gravação; ouça!
Uma nova gravação, recém descoberta, revelou a voz da primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico cinco anos antes de seu desaparecimento

Uma gravação recém descoberta revelou a voz da pilota Amelia Earhart. O trecho faz parte de seu discurso em Londres, Inglaterra, em 22 de maio de 1932, após seu voo sem escalas através do Atlântico.
Aconteceu algo que nunca tinha acontecido antes nos meus 12 anos de voo”, disse Earhart.
Ela estava se referindo ao defeito que o altímetro, responsável por registrar a altitude, apresentou durante o voo. “O ponteiro girou em torno do mostrador de tal maneira que eu soube que ele ficaria fora de serviço pelo resto da noite”, completou. Ouça!
Ver essa foto no Instagram
O voo através do Atlântico aconteceu cinco anos antes de seu desaparecimento, em 1937, em uma das últimas etapas de circunavegação do globo, segundo o Daily Mail.
A gravação, que data de quase 100 anos atrás, foi descoberta por Amanda Zimmerman, especialista em livros de referência da Divisão de Livros Raros e Coleções Especiais da Biblioteca do Congresso.
O disco de 78 rotações por minuto estava escondido na contracapa do livro de memórias da pilota, The Fun of It, e não estava em boas condições. Sua parte superior do disco é feita de plástico barato e a parte inferior feita de papelão, indicando que se colocasse em um toca-discos comum poderia danificá-la.
Projeto Irene
Para não danificar o disco, os pesquisadores utilizaram o método IRENE, que utiliza luz e imagens para reproduzir discos sem tocar em sua superfície. Com isso, foi possível trazer a voz de Earhart de volta, mesmo estando um pouco arranhada.
“O projeto faz o que IRENE faz: desbloquear um pequeno momento da história registrada a partir de uma tecnologia obsoleta e preservá-lo para o mundo moderno”, afirmaram os pesquisadores
Ultimo voo
Cinco anos após a gravação, o voo fatal da pilota saiu do aeródromo de Lae, em Papua Nova Guiné, com destino à Ilha Howland, totalizando uma viagem de 2.556 milhas.
Earhart foi acompanhada do navegador Fred Noona, antes de perderem o contato com um navio da Guarda Costeira, que estava próximo deles, o USCGC Itasca.
Em sua última mensagem de rádio ouvida pelo Itasca, a pilota contou que ela e Noona estavam na linha 157 337 e que estavam voando na direção norte-sul. Esses números correspondem às direções da bússola e descreviam uma linha que passava pela Ilha Howland.
Acredita-se que seu avião caiu no mar quando ficou sem combustível e acabou afundando. De acordo com essa hipótese, Earhart e Noona não teriam resistido ao impacto ou não conseguiriam escapar dos destroços e se afogaram.
Além disso, também acreditam que os destroços estão no fundo da Ilha Howland, ou em Nikumaroro, uma ilha a cerca de 560 quilômetros do destino inicial dos dois.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli