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Notícias / Arqueologia

Relíquias são encontradas em navio naufragado durante a Segunda Guerra

Expedição da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) revela objetos pessoais de marinheiros e danos causados por testes nucleares

Gabriel Marin de Oliveira, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 31/03/2025, às 21h00 - Atualizado em 02/04/2025, às 18h41

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Navio usado em Pearl Harbor (à esqu.) e uma bota parte do naufrágio (à dir.) - Divulgação/NOAA
Navio usado em Pearl Harbor (à esqu.) e uma bota parte do naufrágio (à dir.) - Divulgação/NOAA

Uma expedição da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) ao Oceano Pacífico revelou relíquias do cotidiano de marinheiros a bordo do USS Nevada, um navio que foi utilizado pelos Estados Unidos durante as duas guerras mundiais.

A operação, realizada no último mês, explorou os destroços da embarcação, que repousa a 5 mil metros de profundidade.

Durante o mergulho, transmitido ao vivo pelo YouTube, a equipe da NOAA encontrou objetos deixados pelos militares ao longo dos anos, incluindo colchões, latas de tinta, armários de arquivos e até mesmo uma bota ainda amarrada.

A descoberta da bota, em meio a uma pilha de correntes metálicas, gerou curiosidade sobre como o objeto chegou ao fundo do mar, um mistério que provavelmente permanecerá sem solução.

Bota
Registro da bota - Divulgação/NOAA

História

Construído em 1912, o USS Nevada teve um papel importante nas duas guerras mundiais. Na Primeira Guerra, protegeu comboios que transportavam material dos EUA para a Grã-Bretanha. Na Segunda Guerra, foi o único navio a conseguir zarpar durante o ataque japonês a Pearl Harbor, em 1941.

Apesar de ter sido atingido por bombas, a tripulação conseguiu colocar o navio em movimento, mas devido aos danos, ele precisou ser encalhado em águas rasas. Após reparos, o navio voltou à linha de combate em 1943.

Após o fim da guerra, o USS Nevada foi utilizado como alvo em testes de bomba atômica nas Ilhas Marshall, em 1946. Os testes deixaram o navio ainda mais danificado e radioativo, levando ao seu naufrágio em 1948.

A expedição da NOAA, a primeira a explorar o USS Nevada por telepresença, tinha como objetivo preencher lacunas na compreensão arqueológica e biológica do local do naufrágio. Os cientistas observaram chapas de metal encurvadas, possivelmente causadas pela explosão da bomba atômica, e coletaram dados para futuras pesquisas.