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Cobra virgem brasileira dá a luz pela segunda vez

Cobra mantida em cativeiro voltou a reproduzir-se por partenogênese, fenômeno raro conhecido como “nascimento virgem”

Cobra virgem
Filhote de jiboia arco-íris nascido de partenogênese - Divulgação/City of Portsmouth College

Uma cobra brasileira da espécie jiboia arco-íris, batizada de Ronaldo, voltou a chamar a atenção de pesquisadores e do público na Inglaterra ao dar à luz pela segunda vez sem ter tido contato com outro animal.

O caso, registrado em Portsmouth, reacende o interesse científico em torno da partenogênese, processo de reprodução assexuada em que o embrião se desenvolve sem fecundação. O episódio é especialmente curioso porque o animal, por anos, foi considerado macho por especialistas, o que motivou o nome inspirado no ex-jogador brasileiro.

O primeiro nascimento já havia causado espanto entre os cuidadores do City of Portsmouth College, onde a cobra vive em um viveiro acadêmico. Na ocasião, Ronaldo deu à luz 14 filhotes, mesmo estando isolada de outras cobras havia cerca de nove anos. Agora, o novo episódio reforça a hipótese de que o animal possui capacidade reprodutiva por partenogênese, fenômeno raro, mas documentado em algumas espécies de répteis.

Pesquisadores explicam que, nesses casos, os filhotes são geneticamente muito próximos da mãe, funcionando quase como clones, ainda que apresentem pequenas diferenças visuais.

Cobra virgem

Especialistas destacam que esse tipo de reprodução não é comum em cobras mantidas em cativeiro, sobretudo na espécie brasileira. Segundo relatos da equipe responsável, este está entre os poucos casos documentados no mundo envolvendo uma jiboia arco-íris brasileira em ambiente controlado. A surpresa foi ainda maior porque, antes do primeiro parto, o animal apresentava apenas um leve aumento de volume corporal, inicialmente interpretado como consequência da alimentação.

O novo nascimento amplia o valor científico do caso, que agora pode contribuir para estudos sobre genética, adaptação e mecanismos reprodutivos em répteis. Além do aspecto biológico, a história de Ronaldo ganhou repercussão internacional pelo inusitado contraste entre o nome “masculino” do animal e a descoberta de sua capacidade de gerar filhotes. O caso tornou-se um exemplo emblemático de como a natureza ainda reserva fenômenos capazes de surpreender até mesmo especialistas experientes.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.