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Notícias / Mamute

Cientistas fazem necrópsia no bebê mamute mais bem preservado que se tem notícia

Fabio Previdelli
por Fabio Previdelli
fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 31/03/2025, às 12h00

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Yana, a bebê mamute - Michil Yakovlev/North-Eastern Federal University
Yana, a bebê mamute - Michil Yakovlev/North-Eastern Federal University

No final da semana passada, cientistas realizaram uma necropsia em um bebê mamute de 50.000 anosdescoberto na Sibéria; em dezembro do ano passado. Acredita-se que a fêmea, chamada de Yana, seja o mamute mais bem reservado que se tem notícia. 

Yana foi encontrada na região coberta de permafrost de Yakutia, na Sibéria, e ficou mantida em excelente condições, devido ao frio extremo. Na última quinta-feira, 27, cientistas da Universidade Federal do Nordeste, em Yakutsk, dissecaram o antigo mamute para aprender mais sobre como esse animal icônico viveu e morreu.

O estudo

Os pesquisadores ainda não divulgaram um estudo com novas descobertas, mas pesquisas anteriores de mamíferos da Era Glacial já forneceram informações sobre a dieta do espécime e sua relação com espécies modernas.

Quando Yana foi encontrada, os pesquisadores já planejavam realizar estudos adicionais para determinar sua idade exata quando morreu. Uma análise preliminar estimava que a mamute tinha "um ano ou um pouco mais", mas os resultados desta necropsia devem revelar um nível maior de detalhes.

Sabe-se que Yana pesa 180 quilos, tem 120 centímetros de altura e 200 de comprimento. Além dela, existem apenas seis outros restos mortais de mamute que foram encontrados ao redor do mundo — cinco foram achados na Rússia e o restante no Canadá. Mas Yana é a mais bem preservada entre todos. 

Conforme explica o Daily Mail, quando um animal é encontrado em solo congelado e começa a descongelar, logo os necrófagos modernos começam a se alimentar do tecido mole exposto. Mas Yana só apresentou alguns sinais em suas pastas, com o resto do corpo praticamente intacto. 

"O exame mostrou que a cabeça está preservada de forma única, assim como todos os órgãos”, explicou Maxim Cheprasov, chefe do laboratório do Museu do Mamute, da Universidade Federal do Nordeste, em Yakutsk, na época da descoberta, repercute o Daily Mail.

“Já notamos que os membros foram comidos, possivelmente por pardais ou pequenos mamíferos, mas o tronco e outras partes da cabeça estão preservados de forma única”.

Nas imagens divulgadas da necrópsia, é possível ver o incrível nível de preservação, especialmente ao redor da cabeça e do tronco, que geralmente são os primeiros a serem comidos. O estado da mamute dá aos cientistas a oportunidade única de aprender como foi a vida de Yana antes de sua morte.