Veja 5 descobertas arqueológicas que chocaram o mundo em 2025
Neste ano, algumas descobertas arqueológicas chamaram grande atenção na comunidade científica e do mundo como um todo; confira!

Em 2025, avanços tecnológicos e ferramentas científicas de ponta ajudaram em várias descobertas bastante valiosas para a área da Arqueologia. Confira a seguir 5 descobertas arqueológicas impressionantes, que chocaram o mundo neste ano:
1. Túmulo real maia

Arlen e Diane Chase, arqueólogos da Universidade de Houston, têm dedicado quase quatro décadas à escavação das estruturas antigas de Caracol, localizadas nas selvas do atual Belize. Recentemente, eles anunciaram uma descoberta significativa: uma tumba real com cerca de 1.700 anos, datando aproximadamente entre 330 e 350 d.C. Acredita-se que esta tumba pertença a Te K’ab Chaak, um notável governante maia.
Dentro da tumba revestida de cinábrio, os pesquisadores encontraram uma máscara funerária de mosaico quebrada, composta por jade e conchas, além de flares de orelha de jade e os restos mortais de um homem idoso, cujo crânio havia rolado para dentro de um vaso de cerâmica.
Se as suposições dos arqueólogos estiverem corretas e os restos realmente pertencerem a Te K’ab Chaak, isso significaria que eles descobriram o fundador de uma dinastia maia que governou a cidade por quase 500 anos. As descobertas no local — particularmente um sepultamento por cremação e lâminas de obsidiana verde — também oferecem indícios sobre uma possível relação entre os maias locais e a distante e influente cidade de Teotihuacan.
2. Porto submerso egípcio

Já no Egito, Kathleen Martínez, exploradora da National Geographic, tem procurado o local de descanso final da rainha Cleópatra não em Alexandria — onde a maioria dos estudiosos acredita que ela está enterrada — mas em um templo pouco conhecido nas proximidades chamado Taposiris Magna. Sua investigação a levou ao Mar Mediterrâneo, onde ela e sua equipe descobriram um porto submerso datado da época da rainha.
Os mergulhadores, liderados pelo explorador Bob Ballard, mapearam pisos polidos, colunas imponentes e âncoras submersas. Esta descoberta foi apresentada no documentário “O Último Segredo de Cleópatra” da National Geographic, alterando a percepção sobre Taposiris Magna como um importante centro marítimo além de ser um local religioso. Martinez afirma que esse achado fortalece a hipótese de que Cleópatra escolheu aquele local para sua sepultura; no entanto, a localização exata dos seus restos permanece uma questão que exige mais exploração.
3. Naufrágios de Guadalcanal

Além das buscas por Cleópatra, Ballard também liderou uma expedição submarina em Iron Bottom Sound, nas Ilhas Salomão, em julho, para investigar naufrágios da Segunda Guerra Mundial. O fundo do mar ali é considerado um cemitério solene para mais de cem embarcações aliadas e japonesas destruídas durante a Batalha de Guadalcanal. Muitas dessas embarcações não foram vistas desde a década de 1940. Durante a expedição, Ballard e sua equipe a bordo do E/V Nautilus utilizaram veículos operados remotamente (ROVs) para mapear 13 naufrágios, incluindo o destróier japonês Teruzuki e a proa danificada do U.S.S. New Orleans.
A equipe também revisitou o cruzador australiano HMAS Canberra, afundado durante a desastrosa Batalha da Ilha Savo, e examinou os restos em colapso do U.S.S. DeHaven, um dos últimos navios perdidos na campanha de Guadalcanal. Essas explorações ressaltam tanto a história tática da guerra no Pacífico quanto o custo humano: mais de 27 mil vidas foram perdidas na luta que durou seis meses por Guadalcanal.
4. Túmulo de Tutmés II

Enquanto as investigações sobre Cleópatra continuam, outra figura proeminente do Egito foi finalmente localizada este ano: a tumba do rei Tutmés II. Este local histórico havia escapado das mãos dos arqueólogos por mais de um século até que uma equipe britânica e egípcia anunciou sua descoberta em fevereiro passado. Tutmés II governou entre 1493 e 1479 a.C., durante o início da 18ª dinastia e era casado com Hatshepsut, famosa rainha e posteriormente faraó.
Este é o primeiro túmulo real encontrado perto do famoso Vale dos Reis desde a descoberta do rei Tutancâmon. Dentro da tumba foram encontradas paredes adornadas com hieróglifos e um teto pintado com representações celestiais.
5. Megaestruturas andinas

Aqui na América do Sul, mais especificamente pelos Andes, os humanos moldaram paisagens inteiras para coordenar comércio, calcular tributos e capturar presas difíceis. Em Peru, pesquisadores podem ter finalmente desvendado o mistério das enormes “Faixas de Buracos” que pontilham um remoto lado da montanha chamada Monte Sierpe ou “Montanha Serpente”. Eles acreditam que os cerca de 5 mil buracos foram utilizados como mercado e sistema contábil pelos povos Chincha e posteriormente expandidos pelos Incas. Fotografias aéreas dessas formações foram publicadas na edição de 1933 da National Geographic; recentemente, drones foram empregados para mapear essas aberturas sob uma nova perspectiva.
A análise via drone revelou que os buracos provavelmente sustentavam cestos com mercadorias e podem estar ligados a métodos antigos de contagem vistos nas cordas atadas conhecidas como “khipus”.
Mais ao sul, na bacia do rio Camarones no Chile, imagens de satélite levaram um arqueólogo à descoberta de 76 estruturas em pedra em forma de V consideradas “chacu”, grandes armadilhas para caça. Os antigos habitantes dessa região usavam muros de pedra com 150 metros de comprimento para direcionar vicunhas selvagens—animais semelhantes a lhamas—para cercados circulares destinados ao abate. Essas duas descobertas ilustram como as sociedades andinas antigas moldaram suas terras ao longo das gerações para atender às suas necessidades.