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Natal na Venezuela é antecipado para 1º de outubro neste ano

Presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou que, pelo segundo ano consecutivo, as comemorações de Natal no país serão antecipadas; entenda!

Nicolás Maduro / Crédito: Getty Images

Nesta segunda-feira, 8, o presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou que, em 2025, as comemorações de Natal no país serão antecipadas, se dando no dia 1º de outubro. Vale destacar que esse é o segundo ano consecutivo que tal medida é adotada na Venezuela.

O anúncio foi feito em meio ao programa de Maduro na emissora estatal VTV. O presidente afirmou que a decisão foi tomada, pois os venezuelanos “estão constantemente em busca de felicidade”.

Com alegria, comércio, atividade, cultura, canções natalinas, gaitas… É a maneira de defender a felicidade, o direito à felicidade, o direito à alegria”, disse Maduro. “Ninguém e nada neste mundo tirará nosso direito à felicidade, à vida e à alegria”.

Vale destacar que o anúncio se deu em meio a uma recente escalada na tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos. Nas últimas semanas, os EUA deslocaram oito navios da Marinha para regiões próximas ao país, sob a justificativa de estarem realizando uma operação contra o narcoterrorismo.

No ano passado, o Natal também foi celebrado no dia 1º de outubro na Venezuela; mas, na época, especialistas afirmaram que a medida poderia ter sido uma forma de distração, em meio a uma onda de prisões de opositores que contestavam os resultados das eleições. Antes disso, o Natal também foi antecipado em 2020, devido à pandemia, e em 2013, quando Maduro assumiu o poder.

Operação dos EUA

No fim de agosto, navios americanos foram enviados ao sul do Caribe, incluindo um esquadrão anfíbio, 4.500 militares e até um submarino nuclear. A operação se sustenta no argumento de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, seria líder do suposto Cartel de los Soles, uma organização criminosa e responsável por tráfico de drogas que, segundo os Estados Unidos, é classificada como organização terrorista.

Neste ano, Donald Trump também passou a considerar Maduro como fugitivo da Justiça, e há uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que corroborem em sua prisão. No fim do último mês, uma porta-voz da Casa Branca não comentou objetivos militares da operação, mas afirmou que o governo usará “toda a força” contra o presidente venezuelano.

O que mais chama atenção é que autoridades ouvidas pela imprensa americana não descartam a possibilidade de uma invasão na região, futuramente. Por isso, Venezuela classifica a atual movimentação como uma forma de ameaça, e também vem mobilizando militares e milícias para a defesa contra um possível ataque.

“É uma situação muito semelhante àquela do Irã, alguns meses atrás. O volume de recursos militares que os Estados Unidos transferiram para o Oriente Médio naquela ocasião, e agora para o Caribe, são indicações de que eles estão falando sério”, explicou ao g1 Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil. “Não é simplesmente um blefe. Há preparação para algum tipo de intervenção militar”.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.