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Notícias / Marine Le Pen

França: Marine Le Pen é condenada por fraude e se torna inelegível

Inelegível para cargos públicos por cinco anos, Le Pen ainda foi condenada a pagar multa de 100 mil euros e a cumprir quatro anos de prisão

por Giovanna Gomes
ggomes@caras.com.br

Publicado em 31/03/2025, às 08h54

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Marine Le Pen foi condenada nesta segunda-feira, 31, em Paris - Getty Images
Marine Le Pen foi condenada nesta segunda-feira, 31, em Paris - Getty Images

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen foi condenada por fraude pela Justiça, que a declarou inelegível para cargos públicos por cinco anos. A decisão impede que ela concorra à presidência da França em 2027.

Nesta segunda-feira, 31, o tribunal de Paris considerou Le Pen culpada por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu durante seu mandato como eurodeputada. Além da inelegibilidade, ela foi condenada a pagar uma multa de 100 mil euros e a cumprir quatro anos de prisão, sendo dois em regime fechado com tornozeleira eletrônica e dois em suspensão. A desqualificação para ocupar cargos públicos tem aplicação imediata, mesmo que haja recurso.

De acordo com o portal DW, Le Pen, de 56 anos, foi julgada ao lado de outros oito membros ou ex-membros de seu partido que também atuaram como eurodeputados. Durante a leitura da sentença, sentada na primeira fila do tribunal de Paris, a líder da ultradireita não esboçou qualquer reação.

Prejuízo milionário

O tribunal estimou que o esquema causou um prejuízo de 2,9 milhões de euros ao Parlamento Europeu, desviando recursos para pagar "pessoas que, na realidade, trabalhavam para o partido".

Os promotores haviam pedido uma pena de cinco anos de prisão e inelegibilidade imediata por igual período, mesmo em caso de apelação, invocando a "execução provisória".

A condenação compromete as pretensões políticas de Le Pen para as eleições presidenciais de 2027. Embora possa manter sua cadeira parlamentar até o final do mandato, ela corre o risco de perdê-la se o presidente Emmanuel Macron convocar eleições legislativas antecipadas, como fez em 2024, devido à falta de uma maioria parlamentar.

Le Pen era considerada uma das favoritas para a próxima corrida presidencial, na qual Macron, de centro-direita, estará impedido de participar. Outros 12 assistentes julgados no mesmo caso também foram considerados culpados por manipulação de bens obtidos de maneira ilegal.