Fotógrafo registra marsupial ‘brilhante’ pela primeira vez na Tasmânia
Dasyurus viverrinus, um marsupial selvagem que vive na Tasmânia, foi registrado pela primeira vez "brilhando no escuro"; confira imagens!

Recentemente, um fotógrafo australiano chamou atenção internacionalmente ao realizar um registro inédito envolvendo um marsupial na Tasmânia. A imagem, inclusive, foi vencedora de um prêmio de fotografia científica, que foi entregue neste mês.
O fato de a imagem chamar atenção é que ela flagrou uma cena inédita, já conhecida, embora nunca registrada: um marsupial com o pelo brilhando no escuro, à noite. A foto foi tirada no sudoeste da Tasmânia pelo fotógrafo australiano Ben Alldridge.
O marsupial registrado em questão se trata da espécie Dasyurus viverrinus, selvagem e típica da região. Normalmente, segundo o g1, o mamífero possui uma pelagem marrom ou preta, com manchas brancas. Algumas áreas da pelagem, como pode ser visto nas imagens, podem absorver luz ultravioleta e a emitir em um comprimento de onda diferente, gerando assim um brilho azul vibrante, ou até avermelhado.
Para o registro, Alldridge utilizou de luz ultra-violeta invisível, e conseguiu, pela primeira vez, capturar o mamífero brilhando no escuro. Essa é a primeira evidência fotográfica de um marsupial com biofluorescência em seu habitat natural. Confira as imagens em publicação no Instagram de Ben Alldridge:
Ver essa foto no Instagram
Biofluorescência
Conforme repercute o g1, ainda não se sabe exatamente de onde vem a capacidade de biofluorescência em algumas espécies. Esse “super poder” já é conhecido em vários mamíferos ao redor do mundo — muitos deles noturnos —, como ursos polares, toupeiras, zebras e tatus, além de corais, insetos, aranhas e peixes.
Outro fenômeno semelhante é a bioluminescência, que ocorre também em alguns peixes, águas-vivas e nos vaga-lumes. A diferença básica entre os processos é que a bioluminescência se trata da produção natural de luz por reações químicas em um organismo; a biofluorescência, por sua vez, é um processo de absorção e reemissão de luz no ambiente.
Agora, Ben Alldridge e outros pesquisadores pretendem se reunir para tentar fazer mais registros e entender esse comportamento noturno de alguns animais.
Por fim, vale mencionar que o registro inédito também rendeu a Alldridge o Prêmio de Fotografia Científica Beaker Street de 2025, que foi entregue neste último mês.