A execução de um homem condenado por múltiplos homicídios foi cancelada em Idaho, nos Estados Unidos, na última quarta, 28
Thomas Creech, um norte-americano de 73 anos que está no corredor da morte há décadas, tinha a execução marcada para a última quarta-feira, 28. No entanto, o procedimento acabou cancelado.
O criminoso foi preso no estado norte-americano de Idaho, nos EUA, em 1974, sendo considerado culpado por cinco homicídios diferentes — pelos quais recebeu uma pena perpétua. Após espancar outro preso até a morte em 1981, porém, Creech teve uma mudança de sentença, e recebeu a pena capital.
Conforme repercutiu o The Guardian, o assassino foi levado à câmara de execução às 10h da manhã (em horário local). Quase uma hora mais tarde, no entanto, o diretor da penitenciária precisou cancelar o procedimento.
A equipe médica fez 8 tentativas de encontrar uma veia no prisioneiro a fim de aplicar a injeção, procurando acessos em seus braços, pernas, mãos e pés, mas não teve sucesso em nenhum dos casos.
Após a situação, os advogados de Creech entraram com um recurso junto à justiça norte-americana pedindo que a pena de morte de seu cliente seja revogada. Eles argumentaram que o fracasso em executá-lo na última quarta seria uma prova da "incapacidade do departamento de levar a cabo uma execução humana e constitucional".
Vale apontar ainda que essa seria a primeira execução realizada pelo estado de Idaho em nada menos que doze anos. A equipe encarregada de aplicar a injeção letal, por sua vez, era composta inteiramente por voluntários sem treinamento médico.
Outro detalhe importante de ser levado em conta é que profissionais da saúde, por fazerem um juramento no qual prometem não causar sofrimento, são impedidos de participar dessas execuções pelo código ético de sua profissão.