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Dois alpinistas morrem após cair no Monte Aoraki, o mais alto da Nova Zelândia

Dupla de alpinistas morreu após queda no Monte Aoraki, o pico mais alto da Nova Zelândia; outros dois foram resgatados com sucesso

Monte Tasman e Monte Aoraki, na Nova Zelândia / Crédito: Getty Images

Recentemente, uma tragédia ocorreu no Monte Aoraki, a montanha mais alta da Nova Zelândia, resultando na morte de dois alpinistas. Felizmente, outras duas pessoas do mesmo grupo foram resgatadas com sucesso, conforme informações das autoridades locais.

Os corpos dos alpinistas falecidos foram localizados e as equipes especializadas enfrentam “um ambiente alpino desafiador” para realizar a recuperação, declarou a inspetora Vicki Walker, comandante da polícia da região, em coletiva nesta terça-feira, 25. Até o momento, as identidades dos alpinistas não foram divulgadas.

De acordo com o sargento Kevin McErlain, em entrevista ao Timaru Herald, os dois alpinistas estavam conectados por uma corda quando caíram nas proximidades do cume do Aoraki, também conhecido como Monte Cook.

As autoridades receberam um chamado de emergência na noite de segunda-feira, informando que quatro alpinistas necessitavam de ajuda na montanha localizada na Ilha Sul da Nova Zelândia. Na madrugada de terça-feira, dois deles foram resgatados por helicóptero sem ferimentos, conforme relatou Walker.

Enquanto isso, equipes de busca, apoiadas por dois helicópteros, trabalharam durante a noite em busca dos outros alpinistas, que foram encontrados mortos horas depois, repercute o The Guardian.

Montanha desafiadora

Aoraki atinge uma altitude de 3.724 metros e faz parte dos Alpes do Sul, uma famosa cadeia montanhosa que se estende por toda a Ilha Sul. A localidade situada ao pé da montanha atrai tanto turistas nacionais quanto internacionais.

A montanha é bastante procurada por alpinistas experientes devido à sua complexidade técnica. O terreno apresenta desafios como fendas, risco de avalanches, mudanças climáticas súbitas e movimentação de geleiras.

Desde o início do século 20, mais de 240 mortes foram registradas na montanha e nas áreas adjacentes do parque nacional. Infelizmente, muitos dos corpos das vítimas nunca foram recuperados.

Dentre esses casos está o de três homens — dois norte-americanos e um canadense — que se acredita terem falecido no Aoraki em dezembro de 2024. Os americanos Kurt Blair, de 56 anos, oriundo do Colorado, e Carlos Romero, 50 anos, da Califórnia, eram guias alpinos certificados.

Esses alpinistas estiveram desaparecidos durante cinco dias até que as autoridades neozelandesas decidiram interromper as buscas após encontrarem pertences que indicavam que os homens haviam caído em uma queda fatal.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.