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Notícias / China

China oferece benefícios financeiros a casais recém-casados

Autoridades chinesas têm implementando uma série de incentivos financeiros para casais recém-casados, em busca de reverter o declínio populacional

Redação Publicado em 13/02/2025, às 12h37

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Casais celebram casamento na China - Getty Images
Casais celebram casamento na China - Getty Images

As autoridades chinesas estão implementando uma série de incentivos financeiros para tentar reverter o declínio populacional, que foi de 20% em 2024 em relação ao ano anterior segundo dados divulgados pelo Ministério de Assuntos Civis do país. 

Em cidades como Luliang, na província de Shanxi, os casais recém-casados recebem 1.500 yuans (cerca de 1.182 reais) como parte de um esforço para incentivar o casamento, repercute a AFP. 

Além disso, o governo oferece bônus para cada filho nascido: 2.000 yuans para o primeiro, 5.000 para o segundo e 8.000 para o terceiro (1.558, 3.895 e 6.232 reais respectivamente).

Declínio de casamentos

Apesar desses incentivos financeiros, a juventude chinesa não parece reagir positivamente à proposta. O número de casamentos caiu de 7,7 milhões em 2023 para 6,1 milhões em 2024, e a geração mais jovem está cada vez mais relutante em se casar ou ter filhos. 

Segundo especialistas ouvidos pela AFP, isso se deve, em parte, aos altos custos com educação e cuidados infantis, além de um mercado de trabalho desafiador para recém-formados, que geram insegurança financeira.

Alguns casais têm aproveitado esses benefícios financeiros para antecipar seus casamentos, mas isso não reflete necessariamente um aumento genuíno no desejo de formar uma família. 

Há também uma tendência preocupante, identificada pelos especialistas, de que as mulheres, muitas vezes mais educadas e financeiramente independentes, têm dificuldades em encontrar parceiros, uma vez que os homens preferem mulheres mais jovens ou com menos escolaridade.

Isso tem levado algumas mulheres a abandonar a ideia de casamento, contribuindo para uma queda ainda mais acentuada na taxa de natalidade e até no fechamento de jardins de infância, que não possuem demanda suficiente.

"Ainda há muitos problemas com a atitude dos homens em relação ao casamento. As mulheres agora têm sua própria renda estável. Elas podem estar menos interessadas em se casar. E os homens bons estão em falta", destacou a casamenteira Feng Yuping à agência de notícias.