Casa em que Carmen Miranda morou pode ser desapropriada
Casa da família de Carmen Miranda no centro da cidade do Rio de Janeiro está visivelmente danificada e pode ser desapropriada pela prefeitura

O casarão histórico onde viveu a cantora mundialmente conhecida Carmen Miranda, no centro do Rio de Janeiro, na Travessa do Comércio, é ameaçado de desapropriação pela prefeitura do Rio de Janeiro.
Apesar de já ser um patrimônio histórico tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a falta de manutenção na estrutura levou a queda de telhado em 2024.
A desapropriação
Conforme o G1, nesta terça-feira, 14, o imóvel foi declarado através do Diário Oficial como de interesse público, etapa essencial para a desapropriação. Dessa forma, o casarão e o imóvel vizinho, que apresentam problemas estruturais de sustentação, podem ser restaurados e transformados pela prefeitura do Rio de Janeiro.
Acompanhe a nota lançada:
Dentro do conjunto de ações destinadas à regeneração urbanística da área, foram declarados como utilidade pública para futura desapropriação os imóveis localizados na Travessa do Comércio, números 13 e 19, devido ao avançado estado de deterioração que persiste há anos em ambos os imóveis. A medida busca abrir caminho para a recuperação desses espaços e sua integração ao entorno, que passa por um processo de revitalização urbanística impulsionado pelas diversas ações integradas ao programa Reviver Centro.”
Ou seja, com a desapropriação, a prefeitura pode até mesmo construir um museu em homenagem à cantora, integrando patrimônio histórico e cultural em um mesmo lugar.
Vale destacar que o centro do Rio de Janeiro já vem passando por mudanças desde a criação dos projetos de revitalização do centro em 2021. Serve de exemplo o projeto Reviver Centro.
Casa de Carmen Miranda
Apesar de ser portuguesa de nascimento, Carmen Miranda viveu parte considerável da sua vida no Brasil. No Rio de Janeiro morou no sobrado de número 134 na Travessa do Comércio entre os anos 1925 e 1931.
Durante aquele tempo, a família Miranda administrava uma pensão no local, espaço que, de tantas pessoas que passaram por lá, foi reconhecido como parte da história cultural do Rio de Janeiro.
Porém, em 2011, a casa foi comprada da Santa Casa da Misericórdia pela Empresa de Serviços Técnicos e Empreendimentos Imobiliários, Arilucas, pertencente ao advogado Alexandre Barreira.
Desde sua compra na década passada, o prédio histórico começou a apresentar problemas com a falta de preservação. No entanto, em 2024, devido a falta de manutenção, parte do telhado do antigo pensionato acabou desabando.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes