Austrália deporta britânico acusado de exibir símbolos nazistas
Homem de 43 anos teve visto revogado após postar conteúdo antissemita e imagens nazistas nas redes sociais

As autoridades da Austrália cancelaram o visto de um cidadão britânico de 43 anos depois que ele foi acusado de exibir símbolos nazistas e promover ideologia de ódio em uma rede social, em um movimento que reflete o reforço da legislação australiana contra discurso antissemita e incitação ao ódio. O caso foi noticiado por veículos internacionais com base em reportagens recentes que destacam a decisão das autoridades de imigração, que agora esperam a deportação do homem, a menos que ele opte por deixar o país voluntariamente.
Segundo a polícia federal australiana, o britânico usou duas contas no X entre outubro e novembro de 2025 para exibir publicamente símbolos nazistas proibidos e divulgar mensagens com forte teor antissemita, incluindo incitação à violência contra membros da comunidade judaica. As autoridades afirmam que essas ações violaram leis federais que proíbem a exibição de símbolos de ódio e incentivam a divisão social.
Discursos nazistas
O cancelamento do visto foi confirmado pelo ministro australiano do Interior, que afirmou que a Austrália considera quem visita o país como “convidado” e que indivíduos que promovam ódio e intolerância não são bem-vindos. A ação ocorreu em um contexto de reação nacional mais ampla após um ataque terrorista mortal ocorrido em dezembro de 2025 na famosa praia de Bondi Beach, em Sydney, onde um tiroteio em uma celebração de Hanucá deixou 15 mortos e provocou críticas públicas sobre a necessidade de medidas mais firmes contra o antissemitismo.
Com o visto agora revogado, o homem está detido em um centro de imigração em Queensland enquanto aguarda a possibilidade de deportação. Se não optar por sair voluntariamente do país, ele poderá ser oficialmente expulso pelas autoridades australianas. O processo judicial também segue seu curso, com acusações que podem incluir a exibição pública de símbolos proibidos e o uso de serviços eletrônicos para assediar ou ofender, cada uma com potencial de pena de prisão caso seja condenado.