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Neonazistas são condenados por operação no Reino Unido

Grupo de neonazistas planejava atacar mesquitas e sinagogas; investigação revelou estoque de armas e planos detalhados de violência racial

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Imagem ilustrativa - Getty Images

Três neonazistas foram condenados nesta sexta-feira, 17, a penas que variam entre 8 e 11 anos de prisão por conspirar para realizar ataques terroristas no Reino Unido. O grupo, formado por Christopher Ringrose, Marco Pitzettu e Brogan Stewart, se autodenominava Einsatz 14, em referência a unidades nazistas da Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o tribunal de Sheffield, os réus planejavam atacar mesquitas, sinagogas e centros islâmicos, além de incentivar uma “guerra racial” no país. Durante a investigação, a polícia descobriu que eles acumulavam mais de 200 armas, incluindo facas, espadas, bestas, machados e componentes de um rifle semi-automático fabricado com impressora 3D.

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O julgamento durou nove semanas e revelou trocas de mensagens nas quais os acusados discutiam possíveis alvos e até planos de sequestro e tortura de líderes religiosos muçulmanos. Embora a defesa tenha argumentado que as conversas eram apenas “fantasias online”, o júri concluiu que havia intenção real de cometer ataques.

A juíza Johannah Cutts classificou os crimes como “profundamente perturbadores” e afirmou que os três continuam a representar risco de radicalização e violência. Brogan Stewart recebeu a pena mais alta, de 11 anos, seguido por Ringrose, condenado a 10 anos, e Pitzettu, a 8 anos.

As autoridades britânicas de contraterrorismo afirmaram que a célula foi desmantelada antes de conseguir agir, mas destacou que o caso ilustra a crescente ameaça de grupos extremistas domésticos que atuam principalmente pela internet.

Os investigadores ressaltaram ainda que o Einsatz 14 não era isolado, mas parte de uma rede maior de simpatizantes de ideologias neo-nazistas no país. O julgamento, segundo a polícia, envia uma mensagem clara de que o Reino Unido continuará a tratar o extremismo de direita com o mesmo rigor aplicado ao terrorismo jihadista.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.