Corpo decapitado encontrado há 56 anos é enfim identificado
Avanços em análise de DNA permitem identificar corpo de vítima de um dos casos mais enigmáticos de Nova York

Mais de meio século após a descoberta de um corpo mutilado em uma estrada rural no estado de Nova York, autoridades finalmente conseguiram dar um nome à vítima. O homem, encontrado sem cabeça e sem mãos em março de 1970, foi identificado como Clyde A. Coppage, de 35 anos, graças a técnicas modernas de análise de DNA. Apesar do avanço, o crime permanece sem solução.
O caso remonta a 20 de março de 1970, quando o corpo foi localizado às margens da Davis Hill Road, na cidade de Andover. À época, a ausência da cabeça e partes do corpo, roupas ou qualquer objeto pessoal dificultou drasticamente a identificação. Sem pistas concretas, o caso rapidamente esfriou e passou a figurar entre os chamados “cold cases” — investigações arquivadas por falta de evidências.
Corpo identificado
Durante décadas, investigadores da polícia estadual de Nova York revisitaram o caso sem sucesso. A reviravolta só veio em 2022, quando os restos mortais foram exumados para a coleta de material genético. Com o apoio do FBI e o uso de técnicas avançadas de genealogia forense, foi possível traçar conexões familiares e, finalmente, confirmar a identidade da vítima em 2026.
Coppage vivia em Genesee, na Pensilvânia, quando desapareceu, mas nunca foi oficialmente dado como desaparecido — um fator que contribuiu para o longo anonimato do caso. Ele era casado, tinha filhos e trabalhava na região de Rochester, segundo as autoridades.
As circunstâncias do crime, no entanto, permanecem envoltas em mistério. Investigadores acreditam que Coppage tenha sido assassinado e desmembrado em outro local antes de seu corpo ser abandonado na estrada. A brutalidade do caso — que inclui a remoção da cabeça e das mãos — sugere uma tentativa deliberada de impedir a identificação da vítima.
Apesar do avanço significativo, a identidade do responsável pelo crime ainda é desconhecida. A polícia afirma que a investigação segue ativa e que novas pistas podem surgir a partir da identificação da vítima, especialmente com a nova análise de evidências e possíveis testemunhos.