Após 30 anos, análise de DNA ajuda a solucionar assassinato nos EUA
Identificação de Robert Froberg por meio de testes de DNA traz justiça para a família de Morgan Violi, sequestrada e morta em 1996

Um caso que permanecia sem solução por 30 anos foi finalmente solucionado, segundo as autoridades federais dos Estados Unidos. O crime aconteceu em 1996, com o sequestro e assassinato de uma menina de sete anos.
Após análises modernas de DNA em um fio de cabelo encontrado no veículo usado no crime, a identidade do suspeito foi confirmada como Robert Scott Froberg, de 61 anos. Na quinta-feira, 26, a acusação contra ele foi formalizada.
A vítima foi Morgan Violi, que desapareceu no dia 27 de julho de 1996, enquanto brincava com irmãs e amigos em Bowling Green, no estado do Kentucky. De acordo com informações do jornal O Globo, na época, testemunhas afirmaram ter visto um homem branco agarrar a menina e colocá-la em uma van Chevrolet bordô de 1978.
Dois dias após o desaparecimento, a polícia encontrou o veículo ao sul de Nashville e começou a busca por evidências. Já o corpo da criança foi localizado três dias depois, em uma área florestal na cidade de White House, no Tennessee, uma região que faz parte da rota entre as duas cidades.
Avanços genéticos e a rota do crime
Embora as evidências tenham sido recolhidas na época, análises de DNA avançadas ainda não existiam. Com isso, exames forenses recentes conseguiram identificar uma correspondência por meio de um fio de cabelo que combinava com o perfil de Froberg. O material havia sido recolhido na van abandonada logo após o crime.
Robert Scott Froberg já possui um longo histórico de detenções. Na época do crime, ele havia fugido da prisão em abril de 1996, chegou a ser recapturado na Pensilvânia, mas conseguiu escapar novamente.
Ao fugir, ele roubou a van usada no crime em Ohio e dirigiu por cerca de 435 quilômetros até Bowling Green, onde realizou o sequestro da menina.
Confissão e a busca por justiça
Recentemente, ao ser confrontado com as novas provas, Froberg confessou às autoridades ter levado Morgan através da fronteira estadual até o Tennessee, onde a estrangulou. Atualmente, ele já cumpre pena em uma penitenciária no Alabama por outros crimes cometidos naquele mesmo período.
O procurador Kyle G. Bumgarner destacou que a resolução do caso só foi possível graças à persistência dos investigadores e ao uso de novas tecnologias em provas antigas.
Agora, Froberg pode enfrentar a prisão perpétua ou até a pena de morte. Para a família de Morgan, o momento é de alívio. Nikki Britt, irmã da vítima, afirmou nas redes sociais que a família nunca permitiu que o caso caísse no esquecimento, mantendo viva a busca por justiça para honrar a memória da menina.
*Sob supervisão de Éric Moreira