Mais de 100 restos humanos são encontrados com suspeito na Pensilvânia
Jonathan Gerlach foi preso após roubar dezenas de túmulos em Mount Moriah; restos humanos e joias foram encontrados com ele

Mais de 100 restos mortais humanos foram encontrados com Jonathan Gerlach, suspeito de roubo de túmulos na Pensilvânia. O caso chocou autoridades e moradores locais.
Gerlach enfrenta quase 500 acusações depois que pelo menos 26 mausoléus e jazigos foram arrombados no Cemitério Mount Moriah desde novembro. Ossos e crânios foram encontrados no banco traseiro de seu carro próximo ao cemitério.
Roubo de túmulos
Detetives descobriram um porão cheio de restos humanos durante buscas na casa e em um depósito do suspeito em Ephrata. O promotor distrital Tanner Rouse descreveu a cena como “um filme de terror que ganhou vida”.
Segundo Rouse, a situação era realmente horrível e causa profundo sofrimento às famílias. Alguns restos estavam pendurados, outros remendados, e alguns eram apenas crânios em prateleiras.
De acordo com informações do The Independent, além dos ossos a polícia recuperou joias possivelmente ligadas aos túmulos. Em um caso, um marca-passo ainda estava conectado. As autoridades informaram que Gerlach tinha como alvo mausoléus e jazigos subterrâneos de um cemitério histórico fundado em 1855.
O Cemitério Mount Moriah é considerado o maior cemitério abandonado do país, com cerca de 150.000 sepulturas espalhadas por 65 hectares. A organização sem fins lucrativos Amigos do Cemitério Mount Moriah ajuda a preservar o local.
Suspeito detido
A investigação começou quando a organização alertou a polícia sobre túmulos profanados. A polícia rastreou o veículo de Gerlach, que esteve repetidamente próximo ao local durante os roubos.
Em 6 de janeiro, detetives viram ossos visíveis no banco traseiro do carro e detiveram Gerlach. Ele confessou ter roubado cerca de 30 conjuntos de restos mortais humanos. Ele foi acusado de abuso de cadáver, receptação de bens roubados e múltiplos crimes de profanação, arrombamento e furto. A fiança está fixada em um milhão de dólares.
O chefe de polícia de Yeadon, Henry Giammarco, chamou o caso de “o mais perturbador que já vi em minha carreira” e ressaltou que “descansar em paz é descansar em paz”. As autoridades continuam a investigar, tentando identificar os restos mortais e possíveis familiares, enquanto a comunidade ainda se recupera do choque causado pelo crime.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli