Ex-príncipe Andrew teve que se desfazer de coleção peculiar
Afastado da vida pública após escândalos ligados a Jeffrey Epstein, Andrew teria levado apenas um dos cerca de 60 bichos de pelúcia que tinha

O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, filho da rainha Elizabeth II e irmão do rei Charles III, foi visto deixando sua antiga residência e se mudando para uma acomodação mais simples em Sandringham, no condado de Norfolk, Inglaterra. A mudança ocorre em meio ao afastamento definitivo de Andrew da vida pública da monarquia britânica, após anos de controvérsias relacionadas à sua associação com o financista Jeffrey Epstein, encontrado morto em uma prisão de Nova York em 2019.
Segundo o jornal alemão Bild, Andrew teria levado consigo apenas um de seus aproximadamente 60 bichos de pelúcia. Os demais, assim como outros objetos pessoais, foram armazenados em um galpão na propriedade conhecida como Marsh Farm, ligada ao rei Charles III. A coleção de ursos de pelúcia já havia sido mencionada anteriormente pela imprensa britânica como um dos traços mais peculiares da rotina privada do ex-duque de York.
Pelúcias de Andrew
Fontes ouvidas pelo Heatworld afirmam que Andrew demonstrou forte apego emocional aos brinquedos durante o processo de mudança. De acordo com relatos, ele estaria “emocionalmente abalado” diante da sucessão de reveses que marcaram sua trajetória desde 2019, quando concedeu uma entrevista à BBC defendendo sua amizade com Epstein — declaração que repercutiu negativamente e precipitou seu afastamento das funções oficiais.
Três anos depois, Andrew firmou um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, que o acusava de abuso sexual quando era adolescente. O valor estimado do acordo foi de 10 milhões de libras. Um mês antes da formalização do acerto, Elizabeth II já havia retirado seus cargos honorários e o proibido de utilizar o tratamento de “Sua Alteza Real”. Andrew sempre negou as acusações.
Virginia Giuffre, que morreu em abril do ano passado, aos 41 anos, também publicou um livro de memórias relatando sua versão dos fatos. O caso voltou aos holofotes recentemente após a divulgação de novas imagens pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), nas quais Andrew aparece em propriedade ligada a Epstein. Parlamentares americanos sustentam que a mulher retratada nas fotos seria vítima de tráfico sexual — informação que não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.