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Mordomo de Elizabeth II revela força da rainha em seus últimos meses

Relato próximo mostra como a monarca enfrentou mieloma múltiplo com serenidade, foco e disciplina para viver seu último grande objetivo

Elizabeth II
Rainha Elizabeth II - Getty Images

Um novo relato sobre os últimos meses de vida da rainha Elizabeth II lança luz sobre a força silenciosa e a notável determinação com que a monarca enfrentou a doença que a acometeu nos bastidores do trono. Segundo o ex-mordomo real Paul Burrell, que serviu à família real britânica por décadas e é autor do livro “The Royal Insider”, a soberana reagiu com impressionante calma ao receber o diagnóstico de mieloma múltiplo — um câncer que afeta a medula óssea e costuma ter progressão agressiva em pessoas idosas.

De acordo com Burrell, ao ser informada da gravidade da condição, Elizabeth teria simplesmente respondido: “Bem, é uma pena”. A notícia veio poucas semanas após a morte de seu marido, o príncipe Philip, em 2021 — um período de fragilidade emocional profunda. Ainda assim, a rainha escolheu manter sua compostura e focar em um único objetivo: viver o suficiente para participar das comemorações do seu Jubileu de Platina, marcando 70 anos no trono britânico.

Burrell revela que Elizabeth chegou a fazer um apelo direto aos médicos: “Vocês podem me manter viva para isso?” — referindo-se à cerimônia que, para ela, simbolizava mais do que uma marca de reinado: era o ápice de uma vida inteira dedicada ao dever público.

Esforços

Segundo o ‘Terra’, a partir dali, a rainha teria se submetido rigorosamente a transfusões, tratamentos e restrições médicas. Abandonou hábitos de longa data — como os tradicionais martinis e gin tônicas — em favor de sucos de maçã e tomate, numa tentativa consciente de preservar a lucidez e o vigor por mais alguns meses.

Contra todas as expectativas médicas, Elizabeth não apenas resistiu além do Natal de 2021 — como conseguiu participar do Jubileu, em junho de 2022. A presença da monarca nas celebrações foi vista à época como um triunfo discreto, mas agora, com os novos detalhes revelados, ganha contornos ainda mais simbólicos: foi um último ato de entrega ao seu povo e à sua missão.

Após o Jubileu, Elizabeth se recolheu ao Castelo de Balmoral, na Escócia — um de seus refúgios prediletos. Ali, cercada por familiares próximos e uma equipe reduzida, manteve uma rotina reservada até seus últimos dias. Muitos dos que trabalhavam no palácio só souberam da gravidade de sua condição após o anúncio oficial de sua morte, em 8 de setembro de 2022, aos 96 anos.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli