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Filho da princesa da Noruega enfrenta acusações graves de crimes sexuais

Filho da princesa da Noruega, Marius Borg Høiby, enfrenta 32 acusações de crimes graves, incluindo estupro; julgamento inicia em janeiro

Marius Borg Høiby - Getty Images

Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira da Noruega, foi formalmente acusado de 32 crimes, incluindo quatro denúncias de estupro, conforme divulgado por um promotor de justiça.

Høiby, que é filho da princesa Mette-Marit e do príncipe Haakon, futuro rei da Noruega, deverá enfrentar um julgamento no início do próximo ano. Caso seja considerado culpado das acusações mais graves, ele pode ser condenado a até 10 anos de prisão.

As acusações tornadas públicas nesta segunda-feira, 18, abrangem a violação de quatro mulheres distintas, agressão doméstica contra uma ex-parceira e o registro ilegal de diversas mulheres sem seu conhecimento ou consentimento, incluindo filmagens de suas partes íntimas.

Além disso, ele enfrenta acusações de assédio à polícia e infrações de trânsito.

Segundo o ‘The Guardian’, a advogada de defesa de Høiby, Ellen Holager Andenæs, foi contatada para comentar sobre o caso.

Acusações

No mês de junho, quando Høiby já havia sido acusado de 23 delitos, incluindo três estupros, pelo promotor policial antes que o caso fosse encaminhado ao promotor estadual, seu advogado na época, Petar Sekulic, afirmou que “ele não se declara culpado das acusações principais”. Høiby “nega veementemente” as alegações de estupro, acrescentou o defensor.

As alegações indicam que Høiby teria estuprado quatro mulheres entre 2018 e novembro de 2024. Todos os supostos ataques teriam ocorrido após relações sexuais consensuais, enquanto as vítimas estavam dormindo. O acusado é suspeito de ter gravado todas as mulheres durante os atos alegados.

Ao apresentar a acusação contra Høiby, o promotor estadual Sturla Henriksbø declarou: “Este caso é extremamente sério. O estupro e a violência em relacionamentos íntimos são atos que podem deixar marcas permanentes e destruir vidas”.

Henriksbø ressaltou que o status real de Høiby não resultará em tratamento mais brando ou rigoroso do que o dispensado a qualquer outra pessoa acusada de crimes semelhantes.

A pena máxima prevista para as acusações apresentadas é de 10 anos de reclusão, informou Henriksbø.

O promotor estadual passou os últimos meses avaliando a possibilidade das acusações e os crimes que seriam imputados a Høiby. O julgamento está previsto para ocorrer em janeiro e deve durar aproximadamente seis semanas.

Vale ressaltar que Høiby não possui título real e está fora da linha sucessória ao trono. A corte real norueguesa afirmou: “Cabe aos tribunais analisar este assunto e chegar a uma decisão. Não temos mais comentários sobre o caso”.