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Veterano dos EUA tem braço quebrado em protesto contra a guerra no Capitólio

Sob gritos de "ninguém quer lutar por Israel", o veterano dos EUA Brian McGinnis teve braço quebrado durante protesto anti-guerra no Capitólio

Brian McGinnis durante protesto no Capitólio / Crédito: Reprodução/redes sociais

Um ex-militar dos Estados Unidos teve o braço quebrado após interromper uma audiência no Capitólio, em Washington, durante protesto contra a escalada de conflitos no Oriente Médio. O incidente ocorreu na quarta-feira, 4, quando agentes de segurança removeram à força o manifestante de uma reunião de um subcomitê das Forças Armadas do Senado.

Imagens divulgadas pelo grupo feminino antiguerra Code Pink mostram o homem, identificado por diversos veículos de comunicação como o veterano dos Marines Brian McGinnis, gritando frases como “ninguém quer lutar por Israel” enquanto interrompia a sessão. Após a interrupção, agentes de segurança o conduziram por um corredor do prédio. Em seguida, ele foi visto sentado no chão, encostado a uma parede, cercado por policiais. (Atenção: conteúdo sensível).

A Reuters informou ter verificado o local das imagens com base na transmissão oficial do governo da audiência e em fotos de arquivo, além de confirmar a data por meio da fonte e da própria gravação do evento.

Tensão no Oriente Médio

O episódio ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. No sábado, 28, norte-americanos e israelenses iniciaram uma série de ataques contra o território iraniano, em um contexto de disputas relacionadas ao programa nuclear do país.

Em resposta, o regime dos aiatolás anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Entre os alvos mencionados estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana divulgou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças norte-americanas e israelenses. Após a notícia, o governo iraniano elevou o tom das ameaças.

O Irã declarou que poderia lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Diante das ameaças, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu publicamente, advertindo o Irã contra novas investidas. Segundo ele, “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo, mantendo o cenário de instabilidade na região, repercute a CNN Brasil.

A manifestação no Capitólio ocorreu nesse contexto de escalada militar e diplomática. O protesto de McGinnis, segundo as imagens divulgadas, buscava criticar o envolvimento norte-americano no conflito e expressar oposição a uma eventual ampliação das hostilidades. O incidente reacende o debate sobre a condução da política externa dos Estados Unidos e os impactos internos de decisões relacionadas à guerra.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.