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Trump publica montagem da Wikipédia como presidente interino da Venezuela

Publicação ocorreu após operação dos EUA derrubar Nicolás Maduro; imagem mostra edição falsa da Wikipédia atribuindo a Trump cargo na Venezuela

Donald Trump durante reunião com executivos do petróleo na Casa Branca para tratar de investimentos na Venezuela / Créditos: Getty Images

No domingo, 11, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em suas redes sociais uma montagem em que sua página na Wikipédia aparece editada com o cargo de presidente interino da Venezuela.

Trata-se, entretanto, de uma imagem falsa, que não reflete a página oficial do site. A publicação ocorre uma semana após uma operação do Exército norte-americano em Caracas, capital da Venezuela, que depôs o ditador Nicolás Maduro. A primeira-dama, Cília Flores, foi levada junto com Maduro para uma prisão nos Estados Unidos, onde ambos aguardam julgamento sob acusações de narcoterrorismo.

Trump e a montagem falsa

Na montagem, logo abaixo da foto de Trump aparece a linha “presidente interino da Venezuela, em exercício, janeiro 2026”, seguida da indicação de que ele é o atual presidente dos EUA. De acordo com informações repercutidas pelo G1, eles verificaram que a página real de Trump na Wikipédia não contém essa informação.

Após derrubar Maduro, Trump anunciou que o governo interino de Delcy Rodríguez está sob tutela dos Estados Unidos, e que agora os EUA controlam o petróleo venezuelano. Na sexta-feira, 9,  ele se reuniu com executivos da indústria petroleira para discutir os próximos passos da exploração do país sul-americano, reforçando a presença americana na região.

Reações internacionais

Além disso, Trump republicou nas redes sociais uma mensagem sugerindo, em tom humorístico, que o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, deveria se tornar presidente de Cuba.

Ele escreveu “Por mim, tudo bem”, reforçando o caráter informal da postagem. O presidente também declarou que Cuba não terá mais acesso ao petróleo ou ao dinheiro da Venezuela, afirmando que o país não precisa mais da segurança cubana recebida em troca do combustível enviado para a ilha.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, afirmou que o país tem “direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo” e negou qualquer compensação monetária por serviços de segurança prestados à Venezuela ou a outros países.

Desde que os EUA capturaram Maduro e Cília Flores, Trump tem feito diversas declarações sobre a interferência americana na política venezuelana. Cuba, que recebe cerca de 30% do petróleo consumido no país, aparece agora na mira do governo americano, especialmente depois da morte de 32 agentes cubanos que faziam a segurança de Maduro durante sua captura. A ilha caribenha, situada a apenas 145 km da Flórida, é alvo de sanções econômicas desde os anos 1960, quando passou a receber recursos da Venezuela.