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Telescópio Hubble registra estrelas em formação na Nuvem de Órion

Em novas imagens impressionantes, o Telescópio Espacial Hubble registrou protoestrelas e estruturas de gás e poeira na Nuvem Molecular de Órion

Registro de pequeno grupo de protoestrelas entre nuvens moleculares de gás e poeira feito pelo Telescópio Hubble / Crédito: Divulgação/NASA, ESA/T. Megeath

Recentemente, o Telescópio Espacial Hubble, operado pela NASA, capturou imagens impressionantes que evidenciam o processo de formação de estrelas, especificamente as protoestrelas, em meio à densa nuvem de gás e poeira do complexo da Nuvem de Órion (OMC).

Essas imagens são cruciais para os astrônomos, pois oferecem percepções valiosas sobre como as estrelas se originam. O processo inicial envolve a concentração de grandes quantidades de gás e poeira, culminando na formação de uma protoestrela. Com o passar do tempo, essa protoestrela começa a emitir ventos e jatos de partículas que atuam como um impulso, moldando o material ao seu redor e criando cavidades no espaço.

Pesquisadores envolvidos no estudo observaram que não há evidências de que essas cavidades aumentem de tamanho conforme a protoestrela se aproxima da fase final de sua formação. Adicionalmente, a pesquisa sugere que a diminuição da acreção de massa — o processo pelo qual a estrela absorve material circundante — e a baixa taxa de formação estelar em nuvens moleculares frias não podem ser atribuídas unicamente à remoção gradual desses envoltórios.

O complexo da Nuvem de Órion, situado na região conhecida como “espada” dessa constelação, está localizado a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra. As novas imagens do Hubble também revelam agrupamentos jovens de estrelas cercados por nuvens moleculares, conforme repercute a CNN Brasil.

Entre as observações realizadas, destaca-se a protoestrela HOPS 181, que se encontra oculta sob uma espessa camada de poeira; ao mesmo tempo, um arco luminoso indica o fluxo de material sendo expelido pelos jatos estelares emanados por essa protoestrela. Outro registro significativo é o da protoestrela HOPS 310, que esculpe uma vasta cavidade na nuvem ao seu redor devido aos ventos e jatos que são lançados a altas velocidades.

Registro de protoestrelas feito pelo Telescópio Hubble / Crédito: Divulgação/NASA, ESA/T. Megeath

Telecópio Espacial Hubble

Desde seu lançamento em 24 de abril de 1990, o Telescópio Hubble tem revolucionado a compreensão do cosmos como um todo. Desenvolvido em colaboração entre a NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia), o telescópio foi projetado para facilitar observações detalhadas do universo a partir de sua órbita baixa, localizada a 515 quilômetros da superfície terrestre.

Ao longo de suas três décadas de operação, o Hubbleregistrou mais de um milhão de observações e gerou dados que resultaram em mais de 20 mil estudos publicados. Seu funcionamento fora da atmosfera terrestre permite obter imagens com qualidade superior e maior fidelidade aos detalhes reais.

Além das impressionantes fotografias que atraem a atenção do público quase diariamente, o Hubble também desempenha um papel crucial em investigações científicas sobre fenômenos cósmicos, incluindo a taxa de aceleração do universo. Uma descoberta notável é que galáxias distantes parecem se afastar mais rapidamente à medida que estão mais longe da Terra, por exemplo.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.