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São Paulo aciona Interpol após roubo de obras raras em Biblioteca Mário de Andrade

Após furto de gravuras de Matisse e Portinari na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, prefeitura comunica a polícia internacional

Gravuras de Candido Portinari roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, em SP / Crédito: Reprodução/TV Globo

Na manhã de domingo, 7, dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, durante a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, e levaram ao menos 13 gravuras — oito de Henri Matisse e cinco do brasileiro Cândido Portinari. O roubo foi confirmado pela Secretaria de Cultura e pela Polícia Civil. A ação dos criminosos, segundo relatos iniciais, envolveu a rendição de uma vigilante e de um casal de visitantes antes da fuga com as obras.

Imagens de câmeras de segurança da região registraram a saída dos suspeitos com as gravuras numa sacola, pouco depois de renderem as vítimas. A prefeitura, ao tomar conhecimento do crime, enviou um comunicado à Interpol por meio da Polícia Federal no mesmo dia, incluindo catálogo fotográfico e descrição das peças roubadas, com o objetivo de impedir que as obras sejam levadas para fora do país. Também foram informados o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Associação de Galerias de Arte do Brasil — entidades que monitoram e catalogam bens culturais desaparecidos.

São Paulo investiga

A Polícia Civil identificou um dos suspeitos na manhã seguinte ao crime, com base nas imagens captadas pelo sistema municipal de vigilância urbana. O veículo usado na fuga também foi apreendido e será submetido à perícia técnica. Investigações continuam para localizar o segundo envolvido e recuperar as obras.

A Biblioteca Mário de Andrade, inaugurada em 1925 e considerada uma das instituições culturais mais importantes de São Paulo, acolhia a exposição em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). As gravuras furtadas tinham valor histórico e artístico elevado, além de estarem protegidas por apólice de seguro.

A cidade e o país acompanham agora as investigações, com expectativa de que as peças sejam recuperadas e devolvidas ao acervo público.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.