Biblioteca Mário de Andrade é alvo de roubo de obras de Matisse e Portinari
Dupla armada rendeu vigilante e visitantes no domingo e levou 13 gravuras exibidas em parceria com o MAM; polícia já identificou os suspeitos

Neste domingo, 7, a Biblioteca Mário de Andrade foi alvo de um roubo. Considerada a segunda maior biblioteca do país, o local foi invadido por dois homens armados que fugiram com gravuras de Henri Matisse e Candido Portinari.
As obras integravam a exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Durante a ação, os criminosos renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava o espaço na manhã de domingo.
Ação dos criminosos
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, após renderem as vítimas, os dois homens seguiram até a cúpula de vidro, onde colocaram documentos e oito quadros em uma sacola de lona antes de fugir pela saída principal. Ainda de acordo com informações repercutidas pelo G1, vigilantes correram para pedir ajuda a policiais militares que patrulhavam a região, mas os suspeitos não foram localizados.
Entre as obras roubadas, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa confirmou que foram levadas oito gravuras de Matisse e cinco gravuras de Portinari, da série “Menino de Engenho”. O roubo ocorreu no último dia da exposição realizada em parceria com o MAM.
Obras roubadas e artistas
Henri Matisse, foi um dos nomes centrais da arte moderna e líder do Fauvismo, e teve oito gravuras de seu acervo histórico levadas pelos criminosos. Ao todo, as peças produzidas no século 20 e marcadas pelo uso expressivo de cor e formas sintéticas integravam a mostra em exibição na Mário de Andrade. Entre as gravuras furtadas estão “O palhaço”, “O circo”, “Senhor leal”, “O pesadelo do elefante branco”, “Os Codomas”, “O nadador no aquário”, “O engolidor de palavras” e “O cowboy”.
Candido Portinari, um dos maiores artistas brasileiros do século 20 e conhecido por retratar desigualdades sociais e cenas do cotidiano, também teve obras históricas furtadas. Neste caso, as cinco gravuras levadas pertencem à série “Menino de Engenho”, produzidas originalmente para ilustrar o romance homônimo.
Valor e buscas
Até o momento, não há informações sobre o valor das obras roubadas. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que a Biblioteca ainda passa por perícia, o que permitirá, posteriormente, estimar o valor das gravuras.
Embora o montante ainda seja desconhecido, em entrevista à GloboNews, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que o sistema de câmeras do Smart Sampa, programa instalado pela Prefeitura de São Paulo para auxiliar no reconhecimento facial de suspeitos e criminosos, conseguiu identificar os dois ladrões, que já estão sendo procurados pela polícia.
O caso foi registrado no 2º DP (Bom Retiro) e será investigado pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). Além disso, as obras expostas contam com apólice de seguro vigente, e o local possui equipe de vigilância e sistema de câmeras de segurança. Por enquanto, os criminosos seguem foragidos, embora já tenham sido identificados.