Depois de dois meses de observações, profissionais da NASA deram atualizações importantes sobre asteroide que corre risco de colidir com a Terra
Após cerca de dois meses de intensas observações, cientistas da NASA confirmaram que o asteroide 2024 YR4 não representa mais qualquer ameaça para a Terra, considerado um potencial "assassino de cidades".
A agência espacial revisou a probabilidade de impacto do asteroide para apenas 0,0017%, indicando que ele passará de forma segura pelo nosso planeta em 2032, sem riscos significativos nos próximos cem anos, segundo informações da agência Associated Press.
Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA, expressou alívio ao afirmar: "Esse é o resultado que esperávamos desde o início, embora não pudéssemos garantir com 100% de certeza que isso aconteceria".
A Agência Espacial Europeia apresentou uma estimativa ainda mais otimista, reduzindo as chances de colisão para 0,001%, praticamente insignificante.
A mudança na avaliação é impressionante, considerando que apenas uma semana antes o asteroide tinha uma chance de 1,5% de impactar a Terra, conforme os dados da NASA. Na máxima avaliação anterior, o risco era estimado em 1 em 32, ou 3,1%, tornando YR4 o asteroide mais perigoso desde a criação da tabela Sentry de Risco do CNEOS há mais de dez anos.
Esse desfecho está alinhado com as previsões científicas que indicavam um aumento acentuado nas probabilidades antes de uma correção significativa para baixo.
Ainda bem que a Terra está fora de perigo; um impacto profundo teria liberado uma energia equivalente a 8 megatons de TNT — aproximadamente 500 vezes mais potente que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima — e poderia ameaçar a vida de centenas de milhões de pessoas.
No entanto, o mesmo não pode ser dito sobre a Lua, que pode ainda estar em risco. A NASA alertou que as chances do YR4 atingir nosso satélite natural aumentaram para 1,7%, um considerável incremento em relação às previsões anteriores.
Diferente da Terra, a Lua não possui atmosfera para protegê-la, resultando em um impacto que ocorreria a cerca de 48 mil quilômetros por hora e deixaria uma cratera com dimensões variando entre 500 e 2.000 metros de diâmetro.
Felizmente, Chodas assegurou que as chances de uma colisão lunar também devem diminuir com o tempo.
No próximo mês, cientistas utilizarão o Telescópio Espacial James Webb — o mais potente do mundo — para determinar com precisão o tamanho do YR4 antes que ele se torne invisível por algumas semanas.
Essencialmente, essa "quase colisão" interplanetária se revelou benéfica para os astrônomos. A NASA concluiu: "Embora este asteroide não represente mais um risco significativo de impacto para a Terra, o 2024 YR4 proporcionou uma oportunidade inestimável para estudo".