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Notícias / Curiosidades

Japão: Entenda como a Ilha dos Gatos está enfrentando a extinção

Aoshima, um paraíso felino, conhecida como a 'Ilha dos Gatos', vê sua população humana diminuir drasticamente, deixando o futuro dos gatos incerto

Gabriel Marin de Oliveira, sob supervisão de Éric Moreira Publicado em 27/01/2025, às 17h30

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A 'Ilha dos Gatos', no Japão - Getty Images
A 'Ilha dos Gatos', no Japão - Getty Images

Aoshima, a ilha japonesa famosa por abrigar uma população felina que supera em muito a humana, enfrenta um futuro sombrio. A ilha, que já foi um vibrante centro pesqueiro, agora se vê à beira da extinção tanto para seus habitantes quanto para seus felinos residentes.

Com uma população humana que diminuiu drasticamente nas últimas décadas, de cerca de 900 habitantes no início do século 20 para apenas quatro em 2023, Aoshima se tornou um símbolo da crise demográfica que assola o Japão. A ilha, que já foi um lugar movimentado, agora é um local silencioso, onde a natureza reconquista seu espaço e os gatos vagam livremente pelas ruas.

Com apenas 425.000 metros quadrados, a ilha é minúscula, comparável a bairros como a Liberdade em São Paulo ou a Urca no Rio de Janeiro. Desprovida de qualquer comércio, a ilha não oferece lojas, restaurantes ou até mesmo máquinas de venda automática. Os visitantes precisam levar tudo o que precisarem, já que a balsa, que opera apenas duas vezes por dia, pode ser cancelada devido às condições climáticas.

A ilha dos gatos, como ficou conhecida, foi um refúgio para os felinos, que foram introduzidos para controlar a população de ratos. Com o tempo, os gatos se multiplicaram e se tornaram uma atração turística, atraindo visitantes de todo o mundo. No entanto, a falta de infraestrutura e as dificuldades de acesso à ilha limitaram o crescimento do turismo.

Fim?

A diminuição da população humana e a falta de recursos têm levado a um declínio na qualidade de vida dos gatos. Muitos deles sofrem de doenças relacionadas à consanguinidade, como cegueira e problemas respiratórios. A castração em massa realizada em 2018 ajudou a controlar a população felina, mas não foi suficiente para reverter os danos causados pela falta de cuidados veterinários.

Segundo a 'Revista Galileu', o futuro de Aoshima é incerto. Os poucos habitantes restantes lutam para manter a ilha habitável e cuidar dos gatos. A ONG Sociedade de Proteção dos Gatos de Aoshima trabalha incansavelmente para garantir o bem-estar dos animais, mas o futuro parece sombrio.

"É muito triste, mas acho que as pessoas irão desaparecer antes dos gatos. A ilha tem quase 400 anos de história, mas será extinta. O melhor que podemos fazer é cuidar deles até o fim", afrimou Kiichi Takino, residente da ilha, ao 'The Guardian'.