Impressionante espada da Idade do Bronze é encontrada na costa de Devon, na Inglaterra
Descoberta da espada reforça evidências de que a região desempenhou um papel importante nas rotas comerciais do Atlântico há mais de 3 mil anos

A recuperação de uma impressionante espada da Idade do Bronze por mergulhadores voluntários trouxe novas pistas sobre um dos mais importantes sítios arqueológicos marítimos pré-históricos do noroeste da Europa. Encontrada nas áreas protegidas de Canhão Salcombe e Moor Sand, na costa de Devon, na Inglaterra, a peça reforça as evidências de que a região desempenhou um papel importante nas rotas comerciais do Atlântico há mais de 3 mil anos.
O artefato foi localizado no início deste ano pelas mergulhadoras Becky Gill e Catherine Gill, integrantes do Grupo Arqueológico Marítimo do Sudoeste (SWMAG). A descoberta ocorreu durante uma expedição financiada pela Historic England em parceria com a MSDS Marine, como parte de um projeto voltado à formação de uma nova geração de arqueólogos marítimos voluntários e à preservação do conhecimento acumulado por especialistas mais experientes. Conforme explica uma matéria do portal Archaeology News, a área onde a espada foi encontrada já era conhecida dos pesquisadores e vinha sendo investigada desde o final da década de 1970.
Um artefato antigo
De acordo com os arqueólogos, a espada pertence à Idade do Bronze Média ou Tardia, período que compreende entre aproximadamente 1300 e 800 a.C. Embora a erosão provocada pela permanência no mar tenha apagado parte de suas características originais, análises que serão realizadas após o processo de conservação poderão determinar melhor sua idade e método de fabricação.
Os sítios arqueológicos de Salcombe já renderam uma extensa coleção de objetos metálicos da Idade do Bronze, entre eles armas, ferramentas e outros artefatos. Segundo a fonte, as descobertas indicam a existência de pelo menos dois naufrágios desse período na região e revelam que comunidades da Grã-Bretanha mantinham relações comerciais e marítimas com povos da Europa continental muito antes do surgimento dos grandes impérios da Antiguidade.
O especialista do Museu Britânico Neil Wilkin destaca que cada nova peça encontrada amplia o entendimento sobre a importância histórica do local. Ele destaca que objetos recuperados anteriormente já serviram de base para pesquisas e exposições sobre a Grã-Bretanha da Idade do Bronze, e que a nova espada representa mais uma evidência das intensas trocas culturais, comerciais e tecnológicas que ocorriam ao longo da costa atlântica.
O artefato passa atualmente por um processo de conservação conduzido pela MSDS Marine. Finalizada essa etapa, ele deverá ser encaminhado ao Museu Britânico, onde ficará disponível para estudos científicos e futuras pesquisas.