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Exposição em Nova York permite derrubada de estátua de George III

Museu da Cidade de Nova York reproduz momento histórico da Guerra de Independência Americana com derrubada de estátua de George III

Representação Derrubando a Estátua de Jorge III , Johannes Adam Simon Oertel, gravura de John C. McRae, publicada por Joseph Laing, 1859
Representação Derrubando a Estátua de Jorge III em Nova York, Johannes Adam Simon Oertel, gravura de John C. McRae, publicada por Joseph Laing, 1859 - Créditos: Domínio Público/Divulgação/Congresso dos EUA

Em 1776, a imponente estátua de 1.800kg de George III vestido com uma armadura, montado sobre um cavalo e com o braço direito erguido, foi derrubada pelos revolucionários americanos. Cerca de 40 homens, inspirados pelos discursos de George Washington, destruíram o item simbólico do rei.

Assim, a estátua que era símbolo de repressão se tornou um dos momentos mais marcantes da história americana. Inclusive, vale destacar que transformaram a estátua em munição para a guerra que ocorreria.

Agora, uma exposição chamada “A Cidade Ocupada” no Museu da Cidade de Nova York, reproduziu a cena para os visitantes. Dentre os artefatos históricos há uma reprodução digital da estátua com duas cordas que os visitantes podem puxar até a estátua ser “derrubada”.

Simulação da derrubada de estátua de George III em exposição em Nova York
Simulação da derrubada de estátua de George III em exposição em Nova York – Créditos: Divulgação/Museum of The City of New York

A exposição e Nova York revolucionária

Conforme a Smithsonian Magazine, a exposição é marcada pela data dos 250 anos do “nascimento” dos Estados Unidos, e reforça a importância histórica de Nova York para os revolucionários — desde a importância geográfica em 1763 até os momentos de capital dos Estados Unidos, de 1785 a 1790.

Sobretudo, a exposição “A Cidade Ocupada” é uma parceria do Museu da Cidade de Nova York com Gotham Center for New York City History para argumentar a importância do local para os pais fundadores. Sarah Henry, pesquisadora sênior e curadora emérita do museu, explicou o caso:

Se você conseguisse capturar Nova York, poderia separar o pessoal de Massachusetts do pessoal da Virgínia. […] Você poderia simplesmente dividir a revolução ao meio.”

De todo modo, atualmente a exposição se estende por todo o terceiro andar do museu, uma área aproximada de 650 metros quadrados, e tenta demonstrar o clima e aparência da cidade em meados do século 18.

Itens da época

Além disso, o museu apresentará a história de escravizados que se aliaram aos britânicos em troca de sua liberdade, além de relatos de americanos prisioneiros de guerra nos navios ingleses.

Inclusive, dentre os pertences em destaque estão uma escrivaninha, uma poltrona, retratos e um pedaço preservado de uma árvore que Alexander Hamilton, um dos pais fundadores, plantou. Outros itens curiosos chamam a atenção por sua originalidade. Por exemplo: um balde de água usado para apagar o Grande Incêndio de 1776.

Contudo, vale destacar as xícaras de porcelana e um bule de chá da época da Lei do Selo em exposição. Mas mais que expor os itens, os historiadores os colocaram em uma cafeteria recriada à imagem dos estabelecimentos do século 17 e 18. Em explicação, o museu disse:

Em vez de serem apresentados como destaques isolados, esses objetos funcionam como parte de um ambiente habitado, imergindo os visitantes na cultura material da vida social e política cotidiana”

A exposição “A Cidade Ocupada” estará em cartaz no Museu da Cidade de Nova York até a primavera de 2027.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Historiador em formação que troca qualquer "sextou" por fofocas de época e análise econômica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado é o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem está nos meus artigos: