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Notícias / Émile Soleil

Corpo de Émile Soleil pode ter sido armazenado em freezer antes de ser encontrado

Restos mortais do jovem francês de dois anos e meio foram encontrados em março do ano passado, oito meses após seu desaparecimento

Fabio Previdelli
por Fabio Previdelli
fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 31/03/2025, às 10h35

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Foto do pequeno Émile Soleil, de dois anos e meio - Divulgação
Foto do pequeno Émile Soleil, de dois anos e meio - Divulgação

Em março do ano passado, a polícia francesa confirmou a descoberta dos restos mortais do pequeno Émile Soleil, de apenas dois anos e meio, que estava desaparecido desde julho de 2023, quando foi passar as férias com os avós nos Alpes Franceses. A morte do menino se tornou um mistério que já perdura quase dois anos

Os detetives franceses que investigam o caso apontam que os restos mortais do menino, muito provavelmente, foram preservados em um ambiente protegido e quase estéril, como um freezer, antes de serem movidos e encontrados.

Uma análise nos ossos achados perto de um rio no tranquilo vilarejo francês de Haut Vernet, sugerem que os restos foram movidos pouco antes de serem descobertos. Os especialistas acreditam que o cenário do achado foi uma encenação deliberada.

Conforme repercutido pelo Daily Mial, a decomposição dos restos mortais leva a crer que eles foram cuidadosamente preservados antes de serem expostos ao ar livre — onde foram encontrados por uma pessoa que fazia caminhada, a cerca de um quilômetro de distância da casa dos avós de Émile. A polícia já havia feito uma busca intensiva na área, inclusive com cães farejadores.

As investigações também apontam que as roupas encontradas perto dos restos mortais, em abril do ano passado, não apresentavam sinais de decomposição; levando a crer que o menino de dois anos e meio não se perdeu sozinho e que ele não morreu onde suas roupas foram encontradas. 

Os relatórios dos especialistas sugerem a probabilidade de envolvimento de terceiros no desaparecimento e morte de Émile Soleil", disse o promotor Jean-Luc Blachon, em coletiva no final da semana passada.

Ainda na coletiva, Bachon disse que o crânio de Émile foi encontrado com sinais de "trauma facial violento" em um de seus lados, mas que ainda não foi possível determinar se o golpe foi desferido por um objeto ou por golpes de punho, repercute o Le Parisien. Mas a sugestão de envolvimento de terceiros se tornou uma importante linha de investigação.

As investigações

Até o momento, os investigadores franceses já entrevistaram 287 testemunhas, vasculharam quase 300 hectares de terra e realizaram mais de 60 missões de especialistas para analisarem as descobertas. 

Segundo o coronel Christophe Berthelin, cerca de 15 investigadores trabalham diariamente, desde o desaparecimento de Émile Soleil, para entender o que aconteceu com o menino; em um caso que mobilizou a França e todo o mundo. Mas eles ainda não chegaram a uma conclusão sobre isso ou sobre o motivo do menino ter sido morto. 

Sabe-se que os avós de Émile, que cuidavam dele quando ele desapareceu, foram detidos nos últimos dias, mas liberados após horas de interrogatórios. Eles ainda estão sendo investigados por suspeita de homicídio voluntário e ocultação de cadáver.

Bachon disse que a linha de investigação envolvendo a família era apenas "uma entre outras", ao mesmo tempo em que observou que o processo da família "ainda não foi encerrado". Por fim, declarou que a investigação chegou a um estágio "em que se tornou necessário confrontar e esclarecer as pessoas mais afetadas" pela tragédia.