Colossos de Mêmnon passam por restauração histórica no Egito
Colossos de Mêmnon que representam o faraó Amenófis III, danificadas por um terremoto há mais de 3 mil anos, foram restauradas após duas décadas de trabalho

Um dos marcos mais emblemáticos da civilização egípcia passou por uma restauração histórica recentemente. Os Colossos de Mêmnon, duas estátuas monumentais localizadas na margem oeste do rio Nilo, em frente à cidade de Luxor, no Alto Egito, foram oficialmente revelados no domingo, 14, após um longo processo de conservação.
Com quase 15 metros de altura cada, as esculturas representam o faraó Amenófis III, que governou o Egito entre 1391 e 1353 a.C., período considerado o auge do poder político, econômico e cultural do Antigo Egito.
Projeto de duas décadas
Nesse contexto, o projeto de restauração envolveu a remontagem das estruturas e o reposicionamento das esculturas em seus locais originais. Segundo as autoridades, o trabalho se estendeu por cerca de 20 anos e teve como objetivo preservar a integridade dos colossos, que haviam sofrido danos severos após um terremoto ocorrido há mais de três mil anos.
Ver essa foto no Instagram
Além disso, a iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do Egito para conservar o patrimônio arqueológico de Luxor, uma das regiões mais relevantes do país em termos históricos, culturais e turísticos.
O poder de Amenófis III
Durante seu reinado, Amenófis III, também conhecido como o “Rei Sol”, comandou o Egito em um período de grande prosperidade. Na época, o faraó era venerado como um deus vivo, acumulava vastas riquezas e mantinha relações diplomáticas com outras nações por meio do envio de ouro e presentes.
Por essa razão, as pessoas da época o viam como um grande diplomata. Posteriormente, o trono foi ocupado por seu filho, Aquenáton, e por seu neto, Tutancâmon.
Origem e destruição
Originalmente, os Colossos de Mêmnon foram construídos por volta de 1350 a.C., a partir de blocos de arenito quartzítico extraídos de pedreiras próximas ao atual Cairo. De acordo com informações repercutidas pelo Daily Mail, os blocos foram transportados por cerca de 676 quilômetros até Luxor.
Visualmente, as duas estátuas retratam Amenófis III sentado, com as mãos apoiadas sobre os joelhos e o rosto voltado para o leste, em direção ao Nilo e ao sol nascente. Além disso, aos pés do faraó aparecem figuras menores que representam sua esposa, a rainha Tiye.
No entanto, por volta de 1200 a.C., um forte terremoto atingiu a região e causou danos significativos aos colossos, além de destruir grande parte do templo funerário de Amenófis III. Por isso, para Luxor, cidade conhecida por seus templos e sítios arqueológicos, essa restauração tem grande valor simbólico e histórico.