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China testa novo sistema eólico com dirigível gigante

Novo sistema promete aproveitar os ventos de grande altitude por meio de um dirigível gigante preenchido com hélio

O S2000 foi o primeiro sistema de energia eólica aerotransportada estratosférica a atingir a escala de megawatts - Crédito: Divulgação/Universidade de Tsinghua/Divulgação

Um novo sistema de geração de energia desenvolvido na China promete aproveitar os ventos de grande altitude por meio de um dirigível gigante preenchido com hélio. A tecnologia foi recentemente testada com sucesso e consiste em um dirigível com cerca de 60 metros de comprimento e 40 metros de largura, equipado com 12 turbinas internas capazes de transformar a força dos ventos em eletricidade.

Segundo o portal UOL, a energia produzida é transmitida ao solo por meio de um cabo especial que também mantém a estrutura ancorada. Além disso, o sistema utiliza inteligência artificial para monitorar as condições atmosféricas e ajustar automaticamente sua altitude em busca das correntes de vento mais favoráveis.

Conhecida como energia eólica aerotransportada estratosférica, a tecnologia possui capacidade de geração de até 3 megawatts. O projeto foi desenvolvido pela empresa Beijing Lanyi Yunchuan em parceria com a Universidade de Tsinghua.

Durante a operação, o dirigível pode atingir até 2 mil metros de altitude, mantendo as turbinas em funcionamento contínuo graças aos ventos encontrados nessa faixa da atmosfera. Toda a eletricidade gerada é transportada pelos cabos até estações localizadas em solo.

Um sucesso

O sistema passou por um teste bem-sucedido em janeiro deste ano na província chinesa de Sichuan. Segundo os desenvolvedores, a aeronave alcançou sua altitude operacional em aproximadamente 30 minutos. Na ocasião, gerou 385 quilowatts-hora de energia e conseguiu se conectar à rede elétrica local.

Entre os principais diferenciais da tecnologia está a redução no consumo de materiais. Como afirmam os responsáveis pelo projeto, o sistema utiliza até 90% menos recursos do que turbinas eólicas convencionais, além de dispensar fundações de concreto e torres de grande porte. Também são apontados como vantagens o menor impacto visual e sonoro e a facilidade de transporte, já que os componentes podem ser acomodados em contêineres.

Os pesquisadores acreditam que a tecnologia poderá ser especialmente útil em regiões remotas, ilhas e mesmo áreas afetadas por desastres naturais, onde a instalação de infraestrutura energética tradicional costuma ser mais difícil.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.