Durante uma perigosa travessia da África para as Ilhas Canárias, um bebê nasceu em um pequeno barco lotado pouco antes da chegada dos socorristas
No Dia de Reis, 6 de janeiro, data marcada por celebrações e presentes, um milagre inesperado aconteceu no coração do Atlântico. Um recém-nascido, fruto da esperança e da resiliência de uma família migrante, veio ao mundo em um pequeno barco lotado que fazia a perigosa travessia da África para as Ilhas Canárias.
A embarcação, com 60 pessoas a bordo, foi avistada na costa de Lanzarote. Entre os passageiros, 14 mulheres e quatro crianças, incluindo o recém-nascido que chegou ao mundo em meio às ondas. A surpresa tomou conta dos socorristas espanhóis, que não esperavam encontrar um bebê a bordo.
O capitão Domingo Trujillo, do navio de busca e salvamento Talía, descreveu o momento como emocionante e desafiador. "A surpresa foi [encontrar] um bebê totalmente nu que nasceu 10, 15 ou 20 minutos antes", contou à TVE.
Eu o cobri, o trouxe aqui [para o meu peito] e dei um tapinha nele para que ele parasse de chorar", acrescentou o capitão.
A mãe e o bebê foram transferidos para um hospital de helicóptero, onde receberam os cuidados necessários. A história desse nascimento miraculoso, em meio a uma jornada marcada pela esperança e pela incerteza, comoveu o mundo e se tornou um símbolo da força da vida.
Em uma publicação nas redes sociais, o Salvamento Marítimo espanhol destacou a importância desse resgate: "O Natal terminou nas Canárias com o resgate de um menino nascido em uma travessia marítima… Embora todos os resgates e esforços mereçam reconhecimento, aqui está um que chama irresistivelmente."
Segundo o 'The Guardian', a rota migratória entre a África e as Ilhas Canárias é considerada uma das mais perigosas do mundo. Milhares de pessoas arriscam suas vidas em busca de uma vida melhor na Europa, enfrentando condições precárias e a possibilidade de naufrágios.
Em 2024, um número recorde de migrantes chegou às Canárias, e as mortes no mar aumentaram significativamente. Segundo a ONG Caminando Fronteras, mais de 10.000 pessoas perderam suas vidas tentando cruzar o Atlântico.
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