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Após prisões por roubo, oficina de vasos de pedra é descoberta por pesquisadores

Inspetores da Autoridade de Antiguidades de Israel estavam monitorando o sítio arqueológico após indícios de tentativas de acesso

Vasos de pedra encontrados - Créditos: Yoli Schwartz, IAA e Emil Aladjem IAA

Após as autoridades prenderem um grupo de suspeitos de saquear antiguidades, foi descoberta uma oficina de produção de vasos de pedra do período do Segundo Templo nas encostas orientais do Monte Scopus, em Jerusalém.

A equipe de vigilância estava monitorando o sítio arqueológico de Ras Tamim quando avistou escavações recentes e indícios de tentativa de acesso a um espaço subterrâneo. Durante uma operação noturna eles prenderam cinco suspeitos, que portavam um gerador, um detector de metais e equipamentos de mineração. Alguns dos suspeitos estavam dentro de uma caverna e outros estavam na superfície como vigias.

Após interrogatório, os suspeitos confessaram os crimes. Os promotores planejam apresentar acusações por escavação ilegal e danos ao sítio arqueológico, sendo que as penas podem chegar até cinco anos de prisão.

Inspetores entraram na área da caverna. O chão estava coberto por fragmentos de calcário, pedaços de vasos quebrados e diversos objetos inacabados. As descobertas indicam uma produção em larga escala há cerca de 2.000 anos.

Os arqueólogos já tinham conhecimento de oficinas semelhantes nas colinas da Judeia. Obras e escavações em regiões próximas já haviam deixado claro locais de produção, as novas evidências reforçam a ideia de que a região abrigava uma produção organizada ligada à economia de Jerusalém.

Pesquisadores acreditam que os comerciantes vendiam vasos de pedra nos mercados de Jerusalém para moradores e visitantes, visto que a área sugere um povoamento e atividade constante ao longo da principal estrada que levava a Jerusalém pelo leste. Além disso, peregrinos que viajavam do Vale do Jordão, Jericó, Transjordânia e da região do Mar Morto passavam por essa rota a caminho do Templo.

Descobertas mostram o uso concentrado dos recipientes de pedra em comunidades judaicas. Fontes da época descrevem uma observância mais rigorosa das leis de pureza. Foram registrados banhos rituais em residências particulares, vilarejos e bairros urbanos. Textos rabínicos se referem a um surto de pureza em Israel.

Os artefatos estão em exibição na mostra “Passado Criminoso”, a exposição acontece em Jerusalém e apresenta objetos apreendidos em escavações ilegais. Os visitantes também aprendem mais sobre o trabalho das autoridades.

Vasos de pedra – Créditos: Yoli Schwartz, IAA

Peças de pedra

O volume de peças inacabadas indica uma alta demanda. Segundo a lei  judaica, os recipientes de pedra não contraíam impureza ritual da mesma forma que a cerâmica, segundo a Archaeology News.

As famílias que preferiam seguir as regras da pureza preferiam esses itens para usar no dia a dia.


  • Sob supervisão de Giovanna Gomes