Sofrendo apenas um gol, Espanha bate recorde defensivo inédito da Copa
Agora bicampeã mundial, a seleção espanhola sofreu apenas um gol em toda a campanha na Copa do Mundo de 2026, estabelecendo recorde defensivo inédito

A Espanha entrou para a história da Copa do Mundo ao conquistar o bicampeonato neste domingo, 19, e estabelecer um novo recorde defensivo. A seleção comandada por Luis de la Fuente venceu a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, e tornou-se a primeira campeã mundial a sofrer apenas um gol em toda a campanha do torneio.
O único gol sofrido pelos espanhóis foi marcado por De Keteleare, da Bélgica, durante a fase eliminatória. Nenhuma outra equipe conseguiu superar a defesa da Espanha ao longo da competição.
Além do desempenho defensivo, a equipe encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com sete vitórias e um empate em oito partidas disputadas.
A campanha espanhola começou com um empate sem gols diante de Cabo Verde. Em seguida, a equipe venceu a Arábia Saudita por 4 a 0 e superou o Uruguai por 1 a 0. Na fase eliminatória, derrotou a Áustria por 3 a 0, eliminou Portugal por 1 a 0, venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final, superou a França por 2 a 0 na semifinal e conquistou o título ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na decisão.
Outro destaque da campanha foi o goleiro Unai Simón. Com a sequência construída entre a Copa do Mundo do Catar, em 2022, e o torneio de 2026, o arqueiro alcançou a marca de 650 minutos sem sofrer gols em Mundiais, repercute a CNN Brasil.
Como foi a final?
Na final, Espanha e Argentina empataram por 0 a 0 no tempo regulamentar, levando a decisão para a prorrogação.
Logo aos três minutos do primeiro tempo da etapa extra, Nico desviou de cabeça e obrigou o goleiro argentino Dibu Martínez a fazer uma defesa decisiva. Pouco depois, aos seis minutos, a Espanha chegou a balançar as redes, mas o gol foi invalidado.
O árbitro Slavko Vincic assinalou falta após identificar um pisão do meio-campista Mikel Merino sobre um defensor argentino na origem da jogada.
A pressão espanhola continuou durante a prorrogação. Aos 10 minutos, Yamal tentou finalizar de fora da área, mas mandou para fora. Em seguida, Nico cruzou para Merino, que cabeceou sem direção.
O lance decisivo ocorreu no início do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro fez um cruzamento para a área, Nico Williams desviou de cabeça para trás e Ferran Torres apareceu livre para finalizar com firmeza, vencendo Dibu Martínez e marcando o único gol da partida.
O gol garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, confirmou o segundo título mundial da Espanha e consolidou uma campanha histórica, marcada pelo melhor desempenho defensivo já registrado por uma seleção campeã da Copa do Mundo.