Kim Jong-un diz que equipará navios com armas nucleares
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou, por meio da mídia estatal, que está se armando contra avanços sul coreanos e dos Estados Unidos

Nesta quarta-feira pela manhã do horário local, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un veio através da agência estatal de comunicação (KCNA) para anunciar a implementação de bombas nucleares em navios de guerra.
No dia 24, durante a cerimônia de incorporação do Choe Hyon à Marinha, na cidade portuária de Nampo, o líder declarou que sua intenção é que o país comece a construir navios de guerra com capacidade de 10 mil toneladas.
Vale destacar que o Choe Hyon é uma das duas embarcações da classe de 5.000 toneladas lançadas pelo país no ano passado, assim, armada com as “armas mais perigosas possíveis”. Logo após, os planos do país é lançar o destroier Kang Kong. Dessa forma, Pyongyang deverá “construir anualmente dois navios de superfície de classe superior à do Choe Hyon”.
Conforme Kim, o investimento é necessário para poder retaliar qualquer tipo de ameaça à Coreia do Norte. Inclusive, a intenção ao deixar bombas potentes em navios é a preparação contra uma operação multifacetada, o que torna a estratégia crucial no caso de uma batalha tanto em solo quanto no mar.
Kim Jong-Un e o desastre nuclear
Porém, segundo o líder da Coréia do Norte, os investimentos em armamentos bélicos e nucleares se dão como mecanismo de defesa, visto que, recentemente, a Coreia do Sul vem modernizando suas capacidades militares com a ajuda dos Estados Unidos. De acordo com Kim, os EUA estão levando a região “à beira de uma guerra nuclear”.
Vale destacar que as decisões tomadas por Kim Jong-Un foram tomadas após 3 dias de reunião do atual líder supremo com o Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte. Desse modo, o plano, divulgado pela KCNA, é que Pyongyang deve desenvolver mais rapidamente as suas capacidades de segurança nacional, inclusive estratégias de defesa contra os submarinos de propulsão nuclear que Seul está desenvolvendo ao lado dos Estados Unidos.
De todo modo, a situação da Coreia do Norte está em um “Estado nuclear irreversível”, em suma, em consequência do fracasso do encontro entre Kim Jong-Un e o presidente americano Donald Trump. Assim, segundo o UOL, provavelmente a região continuará ampliando seus esforços militares e nucleares a cada ano.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes