Ex-presidente sul-coreano é condenado por envio de drones à Coreia do Norte
Ex-presidente da Coreia do Sul foi condenado a mais 30 anos de prisão; sentença foi anunciada nesta sexta-feira, 12

Yoon Suk-yeol, ex-presidente da Coreia do Sul deposto em 2025, foi condenado a mais 30 anos de prisão nesta sexta-feira, 12. Ele já havia sido condenado à prisão perpétua em fevereiro por liderar uma insurreição para “paralisar” a Assembleia Nacional da Coreia do Sul com sua declaração de lei marcial ocorrida em 2024. Agora, a nova sentença é referente ao envio de drones para a Coreia do Norte. A ação teria sido realizada com objetivo de criar um pretexto para sua tentativa fracassada.
De acordo com a promotoria, Yoon teria autorizado uma operação com veículos aéreos não tripulados destinada a provocar tensões com Pyongyang e, assim, justificar medidas excepcionais de segurança. Em abril, promotores especiais já haviam afirmado que a tentativa de “fabricar condições de guerra” comprometeu a segurança nacional sul-coreana.
Yoon recorreu da sentença anterior e sustentou que suas decisões foram tomadas “exclusivamente para o bem da nação”, mas promotores argumentam ainda que a ação elevou as tensões entre as duas Coreias e provocou o vazamento de informações sensíveis após a queda de vários drones em território norte-coreano, conforme relatado pela agência Yonhap.
O que diz defesa
A defesa do ex-presidente rejeita as acusações. De acordo com a AFP, os advogados afirmam que Yoon não deu “nenhuma ordem prévia ou aprovação posterior” para a operação e negam qualquer ligação entre os voos dos drones e a declaração de lei marcial.
Segundo a equipe jurídica, a missão foi uma resposta ao envio de balões carregados de lixo pela Coreia do Norte através da fronteira naquele ano. Para os defensores do ex-presidente, a ação constituiu um ato de autodefesa e as alegações da acusação são “especulativas e falsas”.
O uso de drones continua sendo um dos pontos mais sensíveis na relação entre Seul e Pyongyang. Embora a Guerra da Coreia cessado em 1953 com um armistício, os dois países seguem tecnicamente em estado de guerra.