Descaracterização de monumentos sacros vira piada em Carmo do Cajuru
Intervenção no Monumento do Calvário gerou críticas por maquiagem grosseira nas estátuas, levando a paróquia a remover a tinta e buscar especialistas

Os moradores de Carmo do Cajuru, no Centro Oeste mineiro, foram surpreendidos nesta semana pela aparência inusitada das esculturas do Monumento do Calvário de Jesus. O conjunto de estátuas localizado na Praça do Cruzeiro, originalmente branco, recebeu uma pintura colorida com traços que desfiguraram as feições das imagens sacras, provocando uma onda imediata de memes e indignação nas redes sociais.
Maquiagem em excesso
As figuras religiosas ganharam o que os internautas chamaram de maquiagem grosseira, apresentando cílios, sobrancelhas e lábios contornados de maneira exagerada. A repercussão negativa na cidade de cerca de 24 mil habitantes incluiu comentários de que até os olhos de Jesus haviam sido pintados de forma torta, assemelhando o resultado a procedimentos estéticos mal sucedidos.

A gestão municipal agiu rápido para se distanciar da polêmica. Em nota oficial, a Prefeitura de Carmo do Cajuru informou que não contratou, autorizou ou solicitou a realização das pinturas atualmente identificadas no Calvário, repercute o g1.
A administração esclareceu que, embora a praça seja um espaço público, a responsabilidade pela manutenção do patrimônio religioso pertence à paróquia local.
Busca por especialistas
O serviço foi contratado pelo Conselho Paroquial Nossa Senhora Aparecida, órgão que administra os bens da paróquia, que admitiu descontentamento com o padrão estético adotado pelo profissional contratado. Diante do deboche virtual e das críticas sobre a possível depredação do patrimônio cultural, as tintas coloridas já foram totalmente removidas dos semblantes das imagens.
A Igreja Nossa Senhora do Carmo confirmou que a intervenção foi realizada de forma equivocada e que agora busca um especialista legítimo em conservação e restauro para reparar os danos. De acordo com os responsáveis, novos trabalhos de revitalização serão conduzidos em breve para devolver a integridade estética às esculturas que sofrem com o desgaste natural do tempo.
*Sob supervisão de Éric Moreira