Governo investiga zoológico no RS após morte misteriosa de 40 animais
Parque ecológico em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre, registrou morte de 40 animais, mas sem causa definida

A mudança de clima, para além dos humanos, também é motivo para que muitos bichinhos faleçam. Porém no Zoológico de Sapucaia do Sul, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), a morte sem causa identificada de 40 animais obrigou a suspensão das visitas.
Embora os animais tenham começado a falecer em maio, até agora os testes realizados não indicaram o motivo do falecimento em massa das dezenas de animais. Conforme o governo do estado, os testes descartaram a suspeita de gripe aviária.
A morte de 40 animais
Conforme as investigações lideradas pela TV Globo, no intervalo de duas semanas para as mortes traz suspeita de alguma doença que infectou os animais. Contudo, mesmo com as investigações da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) ocorrendo desde maio, não houve nenhum avanço nas investigações.
Primeiramente foram encontrados os corpos de 15 cisnes no dia 13 de maio, dado que fez a Sema começar a monitorar o local. Porém, contrariando as suspeitas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os testes deram negativo para síndrome respiratória nervosa (SRN).
Desse modo, coletas das aves, e dos lagos em que passaram, foram à análise dos órgãos estaduais. No entanto, até o momento, nenhum caso deu positivo para a Influenza Aviária. Ou seja, o motivo ainda permanece um mistério.
Contextualização
Anteriormente, no ano passado, o zoológico já havia sido fechado por ser foco de gripe aviária, reabrindo só 2 meses depois. Na época, o vírus causou a morte de 168 aves silvestres de 11 espécies. Mas após o tempo de incubação da doença e não notificação de mais casos, foi reaberto à visitação.
Assim, mais uma vez o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul se encontra fechado por casos de doenças entre os animais. O zoológico conta com mais de 1.000 animais de cerca de 130 espécies, entre répteis, aves, mamíferos e animais domésticos.
Desse modo, o espaço atua como centro de educação ambiental, centro de conservação de flora e fauna e acolhimento de animais silvestres. Conforme O Globo, muitos dos animais que hoje residem no espaço foram resgatados de casos de tráfico ilegal, cativeiro, situação de risco, e até mesmo acidentes cotidianos que inviabilizaram a volta do animal à natureza.
De toda forma, diante dos casos ainda misteriosos, a região hoje está fechada e deve contar com extensa pesquisa para conseguir prevenir mais mortes dos animais.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes