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Comandante da Artemis II pega para si o mascote da missão

O comandante da missão espacial Artemis II, Reid Wiseman, quebrou o protocolo ao pegar o mascote, mas justificou ação após seu retorno

Mascote Rise e Reid Wiseman com suas filhas - Créditos: Reprodução/Instagram/@astro_reid

O comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, quebrou o protocolo da Nasa ao não deixar o mascote da missão, a Rise, para trás.

Wiseman deveria seguir um protocolo de verificação pós-pouso, o que incluía abandonar o mascote indicador de gravidade. Mesmo com essa indicação, ele optou por contrariá-la.

“Eu deveria ter deixado a Rise na Integrity, mas isso não era algo que eu ia fazer”, escreveu Wiseman em publicação nas redes sociais.

Ao longo da missão, o mascote ganhou um protagonismo inesperado, ele esteve presente nas transmissões ao vivo e foi amplamente divulgado nas redes sociais, informou a revista Galileu.

O mascote, que já representava a dimensão emocional da viagem, ganhou um significado ainda maior quando, durante imagens divulgadas pela agência, foi possível notar o nome “Carroll” inscrito em um protótipo do mascote, uma forma de homenagear a esposa de Wiseman, falecida em 2020.

“Há alguns anos, iniciamos esta jornada em nossa unida família de astronautas e perdemos um ente querido. Seu nome era Carroll, esposa de Reid, mãe de Katie e Ellie”, relembrou Hansen durante uma transmissão da missão.

A tripulação sugeriu que uma cratera lunar fosse nomeada com o nome da esposa de Wiseman. A proposta vai ser avaliada pela União Astronômica Internacional, responsável pela nomenclatura oficial de corpos celestes.

Quebra de protocolo 

Wiseman colocou o mascote em um saco estanque do kit de sobrevivência e o prendeu ao traje pressurizado. Com isso, Rise completou a missão ao lado dos outros astronautas.

O mascote permaneceu com o comandante a todo momento durante a volta à Terra e nos dias seguintes. “É difícil não amar esse carinha. Não posso perder Rise de vista”, afirmou em outra publicação.

Rise, o mascote criado pelo estudante Lucas Ye, foi escolhido como mascote oficial após um concurso realizado pela Nasa.

Um cartão SD com mais de 5 milhões de nomes foi colocado dentro do mascote e levado à Lua junto com a tripulação.


*Sob supervisão de Éric Moreira